A Polícia Federal conseguiu desbloquear o celular usado por Cláudio Castro no dia a dia, segundo informação publicada pela coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo. O aparelho estava protegido por senha, que não foi informada às autoridades.
O telefone foi apreendido na residência do ex-governador do Rio de Janeiro em uma das etapas das investigações que miram sua gestão. Ao todo, três celulares foram recolhidos, sendo um deles inativo há anos e outro apenas com dez dias de uso. Por isso, a atenção dos investigadores se voltou para o aparelho de uso cotidiano.
Com o desbloqueio, a PF iniciou a análise do conteúdo armazenado no celular. O material pode conter mensagens, registros de chamadas, arquivos e outras informações consideradas relevantes para as apurações em andamento.
Investigações
A frente mais recente envolve o Rioprevidência e o Banco Master. A investigação apura aplicações bilionárias feitas pelo fundo previdenciário dos servidores do Rio em produtos ligados ao banco de Daniel Vorcaro. Em maio, a PF cumpriu mandados de busca no Rio e em Brasília, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Agência Brasil, a operação mira aportes de R$ 3,6 bilhões em fundos ligados ao Master. Os recursos têm origem no Rioprevidência, responsável por administrar aposentadorias e benefícios de mais de 235 mil servidores ativos e inativos do estado.
Castro também aparece em outras frentes de investigação, como os casos da Fundação Ceperj, das chamadas “folhas secretas”, da Fundação Leão XIII e da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. As apurações envolvem suspeitas de irregularidades administrativas, favorecimento empresarial, uso político da máquina pública e pagamentos sem transparência.
No caso da Ceperj, o Tribunal Superior Eleitoral tornou Cláudio Castro inelegível por oito anos. Ele renunciou ao mandato antes do julgamento que poderia levar à cassação. A defesa afirma que recorrerá e sustenta que os fatos discutidos não influenciaram o resultado da eleição de 2022.
A defesa do ex-governador nega irregularidades. Em notas anteriores, afirmou que Castro sempre atuou dentro da legalidade, que os investimentos do Rioprevidência seguiram trâmites técnicos e que não houve benefício pessoal ou favorecimento indevido. *Com informações do RG.






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