Oito vereadores de Turilândia são presos ao descumprir medidas cautelares


Oito vereadores do município de Turilânida, no Maranhão, foram presos após descumprirem medidas cautelares, nessa quarta-feira (11/2). Eles estavam cumprindo prisão domiciliar, investigados pela participação em um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões de dinheiro público, e agora irão para o presídio enquanto aguardam a conclusão do julgamento.

A Justiça maranhense acatou o pedido do Ministério Público do estado, e decretou a prisão dos políticos por descumprimento de medidas cautelares e obstrução da instrução criminal.

Quem são os vereadores presos

Turilândia, nas eleições municipais de 2024, elegeu vereadores de três partidos: União Brasil, Partido Renovação Democrática e Solidariedade.

Os oito que descumpriram medidas cautelares e irão para prisão aguardar o julgamento do processo são:

  • Gilmar Carlos Gomes Araújo (União Brasil);
  • Mizael Brito Soares (União Brasil);
  • José Ribamar Sampaio (União Brasil);
  • Nadianne Judith Vieira Reis (PRD);
  • Sávio Araújo e Araújo (PRD);
  • Josias Fróes (Solidariedade);
  • Carla Regina Pereira Chagas (PRD); e
  • Inailce Nogueira Lopes (União Brasil).

Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), os vereadores Daniel Barbosa Silva (União Brasil) e José Luís Araújo Diniz (União Brasil) não violaram as restrições; por isso, não foram alvo de novo pedido de prisão.

José Luís, conhecido como Pelego (União Brasil), exerce interinamente o cargo de prefeito, mesmo em prisão domiciliar.

Em dezembro do ano passado, a Justiça havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares — monitoramento eletrônico e proibição de contato entre os investigados —, mas o Ministério Público do Maranhão identificou violações às medidas e pediu nova prisão preventiva.

O esquema de corrupção

Segundo as investigações, o esquema de corrupção em Turilândia ocorrida pela “venda” de notas fiscais por empresas de fachada que venciam licitações simuladas, pelo menos desde 2021. O prefeito e pessoas próximas a ele teriam recebido entre 82% a 90% dos valores pagos pela prefeitura.

O dinheiro teria sido usado para pagar despesas pessoais, como a faculdade de medicina da esposa do prefeito, Eva Dantas, além da aquisição de imóveis como forma de lavagem de dinheiro.

Na Justiça, o MPMA requer a condenação dos denunciados pelos crimes de organização criminosa, peculato-desvio, fraude a procedimento licitatório, corrupção passiva e lavagem de capitais. Além do ressarcimento integral do valor desviado, R$ 56.328.937,59.
Fonte: Metrópoles.







Postar um comentário

Para serem publicados, os comentários devem ser revisados ​​pelo administrador.*

Postagem Anterior Próxima Postagem
whatsapp da Folha de Italva

RECEBA NOTÍCIAS NO SEU WHATSAPP!

Receba as notícias de Italva e do Noroeste Fluminense.