TCE dá cinco dias para a Prefeitura de Campos explicar retenção de R$ 13 milhões da previdência

 


O Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou que a Prefeitura de Campos dos Goytacazes, apresente em até cinco dias, documentos e atos administrativos que expliquem a retenção e o parcelamento de recursos do regime próprio de previdência dos servidores municipais. A decisão abre uma apuração formal sobre a destinação de mais de R$ 13 milhões que deveriam ter sido repassados ao fundo previdenciário da cidade.

A medida foi tomada após representação apresentada, no fim de dezembro de 2025, pelo deputado Vitor Junior (PDT), que questionou a legalidade da conduta adotada pelo Executivo municipal.

Entendimento do TCE

Na decisão, o Tribunal reconhece que os valores arrecadados ingressaram no tesouro municipal já com destinação previdenciária definida. Ainda assim, segundo o órgão, os recursos não foram transferidos ao PreviCampos no momento previsto e acabaram sendo incluídos em um parcelamento que pode se estender por até 60 meses.

Para o Tribunal, a prefeitura deverá apresentar a base legal que embasou tanto a retenção quanto a posterior decisão de parcelar o montante, além de esclarecer os procedimentos administrativos adotados.

Apontamentos feitos por Vitor Junior

No documento encaminhado à Corte de Contas, Vitor Junior afirma que a proposta apresentada pelo Executivo contém ilegalidades e aponta prejuízos acumulados ao longo dos anos em razão do descumprimento das regras que regem a previdência dos servidores. Segundo ele, a legislação determina que os valores arrecadados com essa finalidade sejam repassados de forma imediata ao fundo previdenciário.

O deputado sustenta que o parcelamento não resolve o problema de origem e apenas posterga os efeitos de uma prática que, segundo sua avaliação, vem sendo adotada de forma recorrente pela administração municipal.

Impacto para servidores

Além da representação ao TCE, o parlamentar também levou o caso ao Ministério Público. Na avaliação apresentada, a retenção dos recursos compromete o equilíbrio financeiro do PreviCampos e afeta diretamente aposentados e pensionistas do município.

Vitor Junior argumenta ainda que a análise feita por seu gabinete detalha todos os pontos do projeto de lei relacionado ao parcelamento, apontando incompatibilidades com normas federais e municipais que regulam os regimes próprios de previdência. Para ele, permitir esse tipo de prática pode fragilizar ainda mais a sustentabilidade do sistema previdenciário dos servidores de Campos.

Fonte: Agenda do Poder


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