O padre José Luciano Jacques Penido morreu aos 103 anos, na
noite de sexta-feira (09/01), enquanto rezava a Ave Maria na Igreja de Santo
Afonso, na Tijuca. Segundo a Arquidiocese do Rio de Janeiro, o sacerdote passou
seus últimos momentos em oração, acompanhado dos outros cinco padres que vivem
na paróquia.
Natural de Belo Vale, em Minas Gerais, onde nasceu em 18 de
outubro de 1922, Penido viveu cerca de metade da vida no Rio de Janeiro e
construiu uma relação próxima com a comunidade tijucana. Era considerado pelos
paroquianos um sacerdote de grande coração, conhecido pela gentileza, humildade
e atenção com as pessoas.
Além da atuação pastoral, deixou uma contribuição relevante
para a preservação da memória da escravidão no Brasil. Em sua cidade natal,
fundou o Museu do Escravo, que reúne um dos mais importantes acervos sobre a
escravatura brasileira, a luta e a resistência dos povos africanos escravizados
ao longo de 358 anos.
Sua vocação religiosa surgiu após conhecer os missionários
redentoristas durante as Santas Missões em Belo Vale. Morou no Rio pela
primeira vez entre 1959 e 1961, já na Paróquia Santo Afonso. Depois, voltou a
Minas Gerais e passou dois anos estudando em Roma. Desde 1975, estabeleceu-se
definitivamente na paróquia da Tijuca.
Em 2022, ao completar 100 anos, recebeu a bênção apostólica
do Papa Francisco e uma carta do Superior Geral Redentorista, padre Rogério
Gomes, em reconhecimento à trajetória dedicada à Congregação. *Com informações do G1.
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