O atual secretário de Governo de Campos, Anthony
Garotinho, desmentiu o teor da coluna do jornalista Lauro Jardim, no jornal O
Globo, com afirmações de que o ex-governador estaria em Brasília, esta semana,
para tratar de assuntos relacionados à votação do impeachment num almoço com
deputados. Em seu blog, Garotinho reitera a defesa de realização de eleições
gerais, mas diz respeitar a posição da sua filha, Clarissa Garotinho, que
votará a favor do impeachment. “Ela é maior de idade. O voto é dela, respeito
sua opinião”. Eis então o teor das explicações de Garotinho e o conteúdo da
análise do ex-governador e presidente regional do PR sobre a crise.
DESMENTIDO
Quero desmentir categoricamente a
notícia divulgada pelo blog de Lauro Jardim, do Globo, que disse que ontem
almocei com deputados do PT, tratando de assuntos relacionados com a votação do
impeachment. Ontem almocei com o secretário de Planejamento de Campos, Walter
Jobe cuidando de assuntos da Prefeitura no Ministério da Fazenda, em Brasília.
DERROTA IMINENTE
Acontece que ao chegar ao
restaurante os deputados petistas Paulo Ferreira, Afonso Florence e Henrique
Fontana estavam sentados numa mesa ao lado e me perguntaram: “O que você acha
que vai acontecer?”. Respondi com a franqueza que me é peculiar: “Conforme as
notícias que estão sendo publicadas nos sites, a menos que aconteça um milagre,
o governo terá uma derrota e o impeachment vai passar com mais de 360 votos”.
ELEIÇÕES GERAIS
Sentei-me por alguns minutos à
mesa, o que foi presenciado inclusive, entre outros, por um dos líderes do
impeachment, o deputado Roberto Freire (PPS-SP). Todos conhecem a minha posição
e a posição da minha filha Clarissa, que é quem vota. Eu, como a maioria dos
brasileiros, mostrado na pesquisa do Datafolha, defendo eleições gerais porque
entendo que o PT e o PMDB formaram o consórcio que levou o Brasil à situação
trágica do ponto de vista moral, ético e econômico em que se encontra hoje.
CLARISSA É MAIOR DE IDADE
A deputada Clarissa
Garotinho, maior de idade, 33 anos, está em todas as listas favoráveis ao
impeachment. É a opinião dela, e eu respeito.
EDUARDO CUNHA, O PERIGO
Mas os brasileiros que são
contra as eleições gerais deveriam refletir sobre a tragédia que será para o
país Eduardo Cunha se tornar o vice-presidente da República. Eduardo Cunha
apareceu nas delações dos principais operadores do Petrolão, foram sete até
agora, e o MP Federal já tem em mãos contas do presidente da Câmara no exterior
que totalizam, até esta data, mais de R$ 70 milhões, mas isso não é tudo,
segundo os procuradores da Lava Jato. Há muito mais a vir por aí.
SEM LEGITIMIDADE
Minha preocupação é que se crie
na população o sentimento falso de que basta trocar o PT pelo PMDB para que num
passe de mágica as coisas sejam resolvidas no país e a corrupção acabe. Quero
deixar registrado meu posicionamento neste momento da história brasileira. Quem
pode dar legitimidade a um eventual novo presidente para que faça as mudanças
que o Brasil precisa é o povo e mais ninguém.
HIPÓTESE PROVÁVEL
Imaginemos uma situação muito
provável de acontecer. A Câmara autoriza no domingo o processo de impeachment
contra Dilma e o envia ao Senado. Até 11 de maio, o Senado afasta a presidente
por 180 dias. Ao final do processo que é por pedaladas fiscais, e não por
corrupção, a presidente é definitivamente afastada. Corre no TSE o processo
contra a chapa Dilma/Temer por caixa dois de campanha. Como a presidente já
estará afastada será cassado então Michel Temer. O que diz a Constituição sobre
novas eleições sobre cassação do presidente e do vice? Se o afastamento ocorrer
nos dois primeiros anos de mandato (até 31 de dezembro de 2016) haverá novas eleições
diretas. Se ocorrer a partir de 1º de janeiro de 2017, na segunda metade do
mandato, será feita eleição indireta onde votarão os membros da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal. Ou seja, a Câmara com mais de 70 deputados
denunciados na Lava Jato, o Senado com mais de 20 senadores envolvidos nos mais
escabrosos esquemas de corrupção, vão se reunir para escolher o novo presidente
do Brasil. Quem vocês acham que eles vão escolher?
NAS MÃOS DE USURPADORES
Por isso defendo eleições
diretas já, porque o processo de julgamento do TSE, como já foi afirmado por
dois ministros da corte, vai se arrastar até o ano que vem, e aí, o nosso
destino, o destino do povo brasileiro estará nas mãos daqueles, a quem o juiz
Sérgio Moro chama de “usurpadores do dinheiro público”.
Campos 24 Horas
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