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| Foto: Reprodução. |
A declaração foi dada durante um depoimento realizado em 2025 e exibido pelo Fantástico, da TV Globo, neste domingo (6). Segundo Glaidson, os ativos digitais estão armazenados em um dispositivo que foi apreendido pela Polícia Federal.
“Está lá. Está tudo lá”, afirmou o empresário ao ser questionado sobre os recursos. Ele disse que não se lembrava da senha da carteira de cabeça, mas garantiu que os valores permaneciam armazenados no dispositivo.
‘Não cometi crime algum’
Glaidson também negou as acusações que levaram à investigação e afirmou que, na avaliação dele, não cometeu crimes. “Essas acusações são inverdades ao meu respeito. Eu não cometi crime algum, no meu ponto de vista”, declarou.
Glaidson foi preso em agosto de 2021, durante a Operação Kryptos, da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Ele era responsável pela GAS Consultoria Bitcoin, empresa sediada na Região dos Lagos que captava recursos de clientes com a promessa de rendimentos relacionados a investimentos em criptomoedas.
Segundo as investigações, a estrutura teria funcionado como uma pirâmide financeira. A suspeita era de que os rendimentos obtidos com as operações em criptomoedas não fossem suficientes para bancar os retornos prometidos aos investidores.
Como era o esquema
De acordo com o Ministério Público Federal, o esquema dependia da entrada de novos clientes para que os compromissos assumidos com investidores antigos fossem pagos.
Ao longo de cerca de nove anos, a estrutura criada por Glaidson e seus colaboradores teria atraído mais de 67 mil clientes, distribuídos por 13 estados brasileiros e outros sete países.
O MPF acusa o grupo de formar uma organização criminosa envolvida em crimes como manutenção de instituição financeira sem autorização, gestão fraudulenta e negociação irregular de valores mobiliários.
De garçom a empresário de criptomoedas
Glaidson teve origem humilde e trabalhou como garçom em quiosques de Cabo Frio e em um resort em Búzios, na Região dos Lagos. Ele também atuou como pastor da Igreja Universal na Venezuela, onde conheceu a mulher, Mirelis Zerpa.
Segundo relatos apresentados nas investigações, Glaidson começou a investir em criptomoedas e a captar clientes em 2012. Parte dos primeiros investidores era formada por colegas de trabalho, ex-pastores e fiéis da Universal.
O primeiro registro de transações dele no mercado de criptomoedas identificado pelos investigadores ocorreu em dezembro de 2014, quando abriu uma conta na corretora Foxbit.
Mirelis, apontada como suspeita de participação no esquema, foi presa nos Estados Unidos em 2024 e posteriormente deportada para o Brasil. Segundo as investigações, ela teria atuado na estruturação das operações de criptomoedas.
Fortuna ainda pode ser usada para ressarcir investidores
No depoimento à Justiça, Glaidson afirmou que os recursos mantidos na carteira de criptomoedas poderiam ser utilizados para quitar as dívidas com os credores.
A existência dos valores, porém, depende do acesso à carteira e da recuperação das criptomoedas armazenadas no dispositivo apreendido pela Polícia Federal.





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