O secretário municipal de Educação de Itaocara, Marcos
Aurélio, profissional que exerce papel fundamental na educação do município
desde 2012, pediu exoneração de forma pública, por meio de um comentário em
rede social, após constrangimentos e ataques de cunho político.
O pedido foi feito em resposta direta a um vereador,
evidenciando o desgaste e a falta de respeito com um profissional da educação.
No comentário publicado, o secretário afirmou:
“Fazendo melhor ainda!!! Estou saindo hoje, 31/01. Peço
exoneração agora por rede social, onde o senhor é exímio utilizador e poderá
fazer o anúncio de grande feito pela educação municipal. E como Vossa
Excelência deve ter a solução de todos os problemas de imediato e é um
catedrático no que se refere à educação, assuma agora a responsabilidade de
iniciar o ano letivo com todos os problemas sanados, junto ao governo do qual o
senhor faz parte. Forte abraço.”
É inadmissível que um secretário com mais de 12 anos de
serviços prestados à educação pública municipal seja colocado nessa situação
por conta de politicagem e disputas pessoais.
Fica um questionamento inevitável: essa crise tem relação
com as eleições para a direção da Escola de Laranjais? O presidente da Câmara
apoiou uma candidatura que acabou sendo impugnada, e, a partir desse episódio,
a Secretaria de Educação passou a ser alvo de ataques constantes, enquanto
outras pastas do município, com problemas gravíssimos, nunca foram cobradas com
o mesmo rigor.
Isso não se trata de fiscalização responsável, mas de
política disfarçada, seletiva e direcionada.
Se houvesse real preocupação com o interesse coletivo e com
a educação, atitudes teriam sido diferentes. Em vez de conceder R$ 3.000,00 de
abono natalino a assessores e funcionários da Câmara, recursos oriundos do
orçamento municipal, parte desse valor poderia ter sido devolvida ao Executivo,
com indicação para beneficiar servidores da Educação, da Saúde e de outras
áreas essenciais, seja por meio de cestas básicas, cestas de Natal ou outras
ações de alcance coletivo.
O orçamento da Câmara Municipal é público, proveniente da
arrecadação do município, definido pela Constituição Federal e pela Lei
Orçamentária Anual, podendo chegar a até 7% do orçamento municipal. Gestão
séria devolve recursos e pensa no coletivo, não em benefícios restritos.
Por fim, deixamos nossa solidariedade ao secretário Marcos
Aurélio, certos de que exerceu sua função com responsabilidade, transparência e
compromisso com a educação de Itaocara.
A educação não pode ser instrumento de vaidade política. A população merece respeito.
*Fonte: MIP Itaocara.
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