A psicóloga e neuropsicóloga Maria Inez Caraline de Almeida Castelo Branco, contou que existe um setor na instituição desde 1996, implantado somente para atender crianças e adultos com Autismo ou problemas similares. Atualmente, apenas neste setor, o total de 62 alunos é acompanhado pelos profissionais.
– Dependendo do grau do Autismo realmente é muito difícil! Temos três tipos: leve, moderado e grave. Hoje se fala de níveis 1, 2 e 3. O 3 é o mais grave, mais severo. Geralmente são autistas não verbais. Algumas mães mesmo convivendo com autismo leve muitas das vezes têm dúvidas de como agir. O comprometimento é na interação social, na comunicação e comportamento. O setor orienta os pais, que quando entram na instituição fazem processo de avaliação de triagem. No dia a dia eles recebem orientações de como lidar com crianças, dependendo do problema que ela apresenta – explicou Inez.
O Autismo também é conhecido como Transtornos do Espectro Autista (TEA). Esse transtorno não possui cura e suas causas ainda são incertas, porém ele pode ser trabalhado, reabilitado, modificado e tratado para que, assim, o paciente possa se adequar ao convívio social e às atividades acadêmicas o melhor possível. Quanto antes o Autismo for diagnosticado melhor, pois o transtorno não atinge apenas a saúde do indivíduo, mas também de seus cuidadores, que, em muitos casos, acabam se sentindo incapazes de encararem a situação.
– Hoje um autista não precisa ficar apenas dentro de casa. Existem muitas metodologias específicas para atender. O objetivo é a remissão dos sintomas e não a cura, pois não existe cura para tal transtorno – finalizou a psicóloga e neuropsicóloga.
Decom-PMI





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