Caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
realmente fique de fora da disputa presidencial de 2018, o deputado federal
Jair Bolsonaro (PSC-RJ) herdaria mais votos do petista do que o ex-governador
da Bahia Jaques Wagner, do PT. Enquanto o deputado fluminense ficaria com 7%
dos votos dos eleitores de Lula, o baiano herdaria 4%. A maior parte (31%), no
entanto, ainda é formada pelos que respondem que não teriam candidato, que
votariam nulo ou em branco caso Lula fosse impedido de disputar a eleição.
Outros 5% disseram não saber quem escolheriam.
Os principais destinatários do espólio do ex-presidente
seriam dois ex-ministros do seu governo: Marina Silva (Rede), que teria o apoio
de 15% dos eleitores de Lula, e Ciro Gomes (PDT), que receberia outros 14%.
Cotado para disputar as eleições, apesar de negar que irá se candidatar, o
apresentador Luciano Huck também ficaria no bloco de cima dos “herdeiros”: 8%
dos apoiadores de Lula escolheriam o comandante do Caldeirão do Huck.
Os demais se dividem entre uma série de candidatos, entre
outros da própria esquerda e nomes quase que diametralmente opostos às
propostas de Lula: 4% para o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), 3% para o
senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL) e para a deputada estadual Manuela
D’Ávila (PCdoB-RS), 1% para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD),
para o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro (PSC), para o engenheiro
João Amoêdo (Novo) e para o líder de movimentos sociais Guilherme Boulos
(cotado para se filiar ao PSOL).
Líder isolado
Segundo o levantamento do Datafolha, Bolsonaro é o principal
beneficiado, ao menos no primeiro momento, de um cenário sem Lula. O deputado
do PSC lideraria as intenções de voto com índices que variam entre 18 e 20%,
com Ciro e Marina vindo na sequência. O pré-candidato do PDT apareceria com
valores entre 10% e 13% e a ex-senadora da Rede ficaria entre 13% e 16%.
Nome do PT pesquisado como alternativa a Lula, o ex-governador
Jaques Wagner aparece no cenário geral sem o ex-presidente com 2% das intenções
de voto. Outro possível substituto do ex-presidente, condenado em segunda
instância pelo TRF4 e ameaçado de ser barrado pela Lei da Ficha Limpa, é o
ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que não consta nos resultados
divulgados nesta quarta.
A pesquisa foi feita nos dias 29 e 30 de janeiro, após o
julgamento do petista, com 2.826 candidatos em 174 municípios. A margem de erro
é de 2%, para mais ou para menos.
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