Febre, coriza, tosse, dor no corpo. Quem nunca sentiu os
sintomas das chamadas doenças de inverno? Nessa época em que as temperaturas já
começam a cair, para não sucumbir a gripes, alergias respiratórias e até a
males mais graves é preciso redobrar a atenção para a prática de gestos simples
de higiene, mas que podem fazer toda a diferença. De acordo com a Secretaria de
Estado de Saúde, entre as enfermidades mais comuns nesta época do ano,
encontram-se gripes, alergias respiratórias — como asma, pneumonia e bronquite
— e também a meningite bacteriana, uma das mais preocupantes doenças de
inverno.
O superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental
da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe, explica que a população
deve ficar atenta às regras de higiene. Cobrir a boca com as mãos ao espirrar e
lavá-las com mais frequência são duas práticas ao alcance de todos e que evitam
a contaminação por micro-organismos. Esses seres invisíveis aos nossos olhos
sobrevivem por mais tempo no clima frio. As chances de contágio ainda aumentam
porque as pessoas tendem a ficar em ambientes fechados. De acordo com Chieppe,
em algumas situações até uma gripe leve pode se agravar.
— A preocupação é sempre maior com crianças, pessoas com
mais de 60 anos ou que apresentam alguma comorbidade, como obesidade,
hipertensão, ou doenças obstrutivas pulmonares, por exemplo. Essas pessoas têm
mais chances de apresentar complicações decorrentes de seu quadro clínico — diz
ele.
Só para ter uma ideia, durante o inverno do ano passado, foi
registrado um aumento de 44,13% nos casos de internações hospitalares por
pneumonia na faixa etária dos 60 a mais de 80 anos, em relação ao verão do
mesmo ano. Segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, em
2012, os meses de janeiro, fevereiro e março acumularam 2.053 casos; já os
meses de julho, agosto e setembro, foram 2.959 internações entre os idosos.
Outra preocupação dos profissionais de saúde no inverno se
refere às meningites, uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o
cérebro e a medula espinhal, que se deve às causas infecciosas, como bactérias,
vírus e fungos. O quadro clínico clássico da doença inclui febre alta de início
abrupto, dor de cabeça intensa e contínua, vômitos, náuseas e rigidez de nuca.
A meningite do tipo meningocócica — provocada por uma bactéria — é uma das mais
comuns, inclusive no inverno. Este ano, a Superintendência de Vigilância
Epidemiológica já registrou 96 casos desse tipo da doença. Em 2012, foram 404
ocorrências.
— Em caso de febre,
vômitos e dor de cabeça, é preciso procurar uma unidade de saúde rapidamente
para evitar complicações da doença — alerta Chieppe.
Ascom - Secretaria Estadual de Saúde




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