Um menino de 1 ano e 6 meses morreu com meningite bacteriana
em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A confirmação é da Secretaria
Municipal de Saúde que informou que essa forma da doença é contagiosa e oferece
grande risco de se espalhar rapidamente. A escola onde a criança frequentava
vai ter todos os funcionários e alunos medicados. Os familiares da criança
também vão precisar tomar o medicamento.
O menino Murilo Ferreira Nachard Manhães morreu na última
segunda-feira (17) e o velório acontece na casa da família nesta terça (18),
com o caixão lacrado.
Esta foi a segunda morte por meningite neste ano em Campos
dos Goytacazes. O primeiro caso ocorreu exatamente uma semana antes da morte de
Murilo. Nicolle Manhães, de 9 anos, foi contaminada com a doença, mas a
Secretaria Municipal de Saúde informou que não foi do tipo contagioso, ao
contrário do caso de Murilo.
A creche escola do menino Murilo fica na localidade de Campo
Novo, em Campos, onde a família mora. As aulas foram interrompidas nesta terça
(18) e haverá uma reunião na quarta (19) com pais de alunos. Todas as 80
crianças da escola e os 20 funcionários vão ser medicados.
“Esse medicamento tem a função de eliminar a bactéria das
narinas e evitar que ela invada a corrente sanguínea e contamine a pessoa. Ele
faz o bloqueio. Fomos informados pelo hospital nesta terça (18) e começamos a
nos mobilizar imediatamente. Precisamos correr porque o tempo é curto”, informou
Charbell Kury, diretor de Vigilância em Saúde de Campos.
Sobre o risco de contaminação, Charbell afirmou que é
importante que haja um trabalho de 'educação na saúde', mas que só quem teve
contato com a criança deve ser medicado.
“Temos certeza que esse caso é de meningite contagiosa, mas
não é preciso entrar em pânico. Todas as pessoas que tiveram contato com a
criança vão ser medicadas. É importante ressaltar que em caso de febre, vômito
e quando a criança não consegue encostar o queixo no peito é preciso buscar
ajuda médica imediatamente.
A mãe do menino, Bruna Rangel Ferreira, de 28 anos, estava
muito abalada com a morte do filho e contou que os sintomas surgiram na
segunda-feira da semana passada (10). A criança foi atendida em uma unidade de
saúde do município, medicada e voltou para casa. Os sintomas persistiam e na
última segunda (17) a Bruna levou o filho de volta ao hospital.
“Receitaram xarope pro meu filho e eu estava dando na hora
certa, seguindo a receita, mas ele não melhorou. Ontem eu voltei com ele pra
uma unidade de saúde e de lá me encaminharam para o Hospital Ferreira Machado.
Cheguei lá de tarde e por volta das 19h me avisaram que o meu filho tinha
morrido. Foi tudo muito rápido e eu não podia esperar por isso”, afirmou a mãe
da criança.
Responsáveis temem
levar crianças à escola
Na frente da Creche Escola Municipal Monteiro Lobato, na
localidade de Campo Novo, algumas responsáveis foram ao local em busca de
informações e o sentimento foi de tristeza e apreensão.
“Minha bisneta teve febre e vômito e chegou a ficar
internada na mesma unidade e no mesmo dia que Murilo ficou. A gente tem muito
medo né, porque é uma doença muito perigosa”, contou a doméstica Elma Abreu de
Azeredo.
“Eu estou com muito medo de colocar meu filho na creche de
novo. Não sei se ele volta a estudar aqui. Não quero passar pela mesma tristeza
que a mãe do Murilo”, disse a dona de casa Carmen Suelen Pereira Barbosa.
“A minha filha era da mesma turma dele e nós ficamos muito
preocupados e abalados com essa situação. Minha filha está tossindo muito”,
disse a dona de casa Adriana Helena Quintanilha.
G1/NF






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