Um grupo investigado por usar perfis falsos em aplicativos
de mensagens para se passar pelo técnico do Grêmio, o português Luís Castro, e
aplicar golpes contra jogadores foi alvo de uma operação da Polícia Civil do
Rio Grande do Sul nesta quarta-feira (02/09). A Operação Falso 9, da 4ª DP de Porto
Alegre, contou com apoio da Polícia Civil do Rio.
Os agentes prenderam um suspeito e cumpriram dois mandados
de busca e apreensão em Itaperuna, no Noroeste Fluminense. O homem, que não
teve o nome divulgado, é investigado por estelionato mediante fraude eletrônica
e falsa identidade.
Além de atletas do Grêmio, a investigação identificou outras
possíveis vítimas ligadas a clubes de diferentes estados, incluindo o
Internacional, a uma equipe de futebol da Europa e a um cantor.
Golpista ganhou confiança de jogador
A investigação começou depois que a polícia recebeu a
denúncia de que o golpista entrara em contato pelo WhatsApp com quatro atletas
do Grêmio. Para convencer os jogadores, ele usava uma foto de Luís Castro e se
apresentava como o treinador.
A abordagem começava com um convite aparentemente comum. O
falso técnico dizia aos atletas que eles deveriam chegar mais cedo ao centro de
treinamento para uma conversa no dia seguinte.
Com um dos jogadores, porém, a estratégia foi mais
elaborada. O suspeito manteve contato durante vários dias, perguntou sobre
rotina, família e desempenho nos treinos e fez elogios à dedicação do atleta.
Depois de estabelecer uma relação de confiança, pediu que o
jogador não contasse aos companheiros sobre as conversas. Segundo a polícia, a
orientação tinha como objetivo manter a vítima isolada e evitar que outros
atletas percebessem a fraude.
O Golpe
O golpe avançou quando o estelionatário afirmou que
precisava de ajuda para uma ação social no Rio de Janeiro. A justificativa era
a compra de 300 cestas básicas, ao custo de R$ 75 cada. O pedido totalizava R$
22,5 mil.
No dia 6 de maio, o suspeito enviou uma chave Pix que,
segundo ele, pertenceria à responsável pela suposta instituição social. O
jogador tentou fazer a transferência, mas a operação foi impedida pelo limite
diário de movimentação bancária.
O falso treinador então reagendou o pagamento para a manhã
seguinte e voltou a pedir sigilo. No dia seguinte, o jogador conseguiu fazer a
transferência.
Na sequência, o golpista enviou uma suposta confirmação de que as cestas básicas haviam sido recebidas pela instituição, numa tentativa de reforçar a aparência de legitimidade da operação.
Ainda no mesmo dia, o falso Luís Castro tentou convencer o
jogador a fazer uma segunda transferência.
Desta vez, afirmou que outro atleta, que estaria “fora do
Brasil” e não poderia responder imediatamente por causa do fuso horário,
pretendia doar 600 cestas básicas, no valor de R$ 50 mil.
O falso Luís Castro pediu que a vítima adiantasse o
dinheiro, com a promessa de que seria ressarcida posteriormente. Para aumentar
a credibilidade da história, o suspeito mencionou ainda a participação de
outros jogadores do elenco.
A segunda transferência, porém, não foi realizada porque o
valor também ultrapassava o limite diário de movimentação financeira do atleta.
A situação interrompeu a tentativa de ampliar o prejuízo.
*Com informações das Agências.






Postar um comentário
Para serem publicados, os comentários devem ser revisados pelo administrador.*