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| Debates vão orientar as políticas públicas de agroecologia e produção orgânica no Rio até 2030. |
Agricultores familiares, pescadores, pesquisadores e representantes de diversas instituições já começaram a construir as propostas que vão definir o futuro da agroecologia e da produção orgânica no Estado do Rio de Janeiro. A primeira oficina regional promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional do Interior, Pesca e Agricultura Familiar (Sedipaf) reuniu mais de 130 participantes em Italva, no Noroeste Fluminense, marcando o início da atualização do Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica (Pleapo).
A iniciativa vai orientar as políticas públicas voltadas ao setor entre 2027 e 2030 e tem como principal objetivo ampliar a participação de quem vive a realidade do campo. Durante dois dias de debates, produtores rurais, pescadores, aquicultores, extensionistas, pesquisadores, universidades, órgãos públicos e entidades da sociedade civil contribuíram com propostas para a construção da nova versão do plano.
Os participantes discutiram sugestões em cinco eixos estratégicos: Produção; Uso e Conservação dos Recursos Naturais; Construção do Conhecimento; Comercialização e Consumo; e Governança. Entre os principais temas abordados estiveram a transição para sistemas agroecológicos, a assistência técnica, a conservação do solo e da água, o fortalecimento da produção orgânica, a comercialização, a segurança alimentar, a permanência dos jovens no campo e o incentivo à participação social.
Outro ponto de destaque foi o papel da agroecologia como ferramenta para enfrentar os impactos das mudanças climáticas, conciliando produção sustentável, preservação ambiental e desenvolvimento econômico das regiões produtoras.
O Pleapo foi instituído pela Lei Estadual nº 8.625, de 2019, e passa agora por sua primeira revisão. Pela primeira vez, o processo de atualização começa com oficinas realizadas nas diferentes regiões produtoras do estado, permitindo que agricultores e demais atores do setor apresentem diretamente suas demandas e sugestões.
As propostas apresentadas em Italva serão reunidas com as contribuições das próximas oficinas regionais e servirão de base para a elaboração da nova versão do plano, que estabelecerá as diretrizes das políticas estaduais para agroecologia e produção orgânica entre 2027 e 2030.
Próximas Etapas
A programação continua nos dias 15 e 16 de julho, também em Italva, com representantes da região Norte Fluminense. Em seguida, nos dias 22 e 23 de julho, será a vez de Cachoeiras de Macacu receber participantes das regiões Serrana e Centro-Sul.
A etapa final de consolidação das propostas está prevista para os dias 5 e 6 de agosto, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), na capital, quando será elaborada a versão final do novo Plano Estadual de Agroecologia e Produção Orgânica.






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