Secretaria Estadual de Saúde confirma 11 casos de Mpox no Rio

 


O estado do Rio de Janeiro contabiliza 11 casos confirmados de Mpox em 2026, considerando dados até 24 de fevereiro. Ao todo, foram feitas 51 notificações da doença no período e não há registro de mortes provocadas pela infecção, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES).

A doença é causada por um vírus que provoca, entre os principais sintomas, erupções na pele, febre e aumento dos gânglios linfáticos. A confirmação dos casos é feita por meio de exame molecular ou sequenciamento genético, realizados em laboratório.

Na comparação com anos anteriores, o número atual representa queda. Em 2025, foram 16 confirmações no mesmo intervalo, enquanto em 2024 houve 92 diagnósticos nos dois primeiros meses do ano.

Queda nas confirmações e cenário epidemiológico

Os dados da SES mostram redução de 31% em relação a 2025 e de 88% na comparação com 2024. No balanço anual, o estado teve 492 notificações em 2025, com 117 confirmações. Já em 2024 foram 1.057 registros, sendo 328 positivos. Em nenhum dos dois anos houve óbitos.

A maior parte dos casos registrados em 2026 está concentrada na capital fluminense e apresenta quadro clínico considerado leve ou moderado.

De acordo com o subsecretário de Vigilância e Atenção Primária à Saúde, Mário Sérgio Ribeiro, o cenário atual não é motivo para alarme, desde que a população mantenha os cuidados básicos de prevenção.

Formas de transmissão e período de incubação

A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada. Objetos contaminados recentemente, como toalhas e roupas de cama, também podem servir como fonte de infecção.

O contágio ainda pode acontecer por gotículas respiratórias em situações de contato próximo. A possibilidade de transmissão por animais silvestres, especialmente roedores infectados, não é descartada pelas autoridades sanitárias.

Os primeiros sintomas costumam surgir entre três e 16 dias após o contato com o vírus, podendo chegar a 21 dias em alguns casos.

Sintomas, diagnóstico e tratamento

As lesões cutâneas, consideradas uma das principais características da Mpox, variam de paciente para paciente. Elas aparecem com mais frequência no rosto, nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas podem atingir qualquer parte do corpo, incluindo a região genital.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação clínica e coleta de exames. O tratamento é voltado para o alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução do risco de sequelas.

A Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde não recomendam vacinação em massa neste momento. A estratégia atual é focada na identificação precoce dos casos, isolamento dos pacientes e rastreamento de contatos para conter a transmissão.


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