Chuvas e cheias causam transtornos no Noroeste Fluminense

 


Pelo segundo dia consecutivo, o município de Itaperuna enfrenta as consequências de fortes temporais que voltaram a castigar o Noroeste Fluminense na tarde desta terça-feira (03/02). Embora a precipitação – na sede – tenha ocorrido em menor proporção se comparada à tempestade que instalou o caos no município na última segunda-feira (02/02), o intervalo de apenas 24 horas entre os fenômenos impediu a recuperação total das vias, resultando em novos pontos de alagamento por diversos bairros.

A situação mais crítica durante a noite foi registrada no bairro Matadouro, onde uma residência localizada em uma escadaria na Rua Lincoln Barbosa de Castro desabou.

O incidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. Após inspeção técnica no local, as autoridades confirmaram que o imóvel estava vazio no momento do colapso, o que evitou o registro de feridos. No entanto, a área permanece sob monitoramento constante para garantir a segurança dos moradores das casas vizinhas.

A força das águas também atingiu os distritos, com destaque para a estância hidromineral de Raposo. O valão da CEHAB transbordou, inundando a Avenida Coronel Balbino e ruas adjacentes. No distrito de Retiro do Muriaé, também houve registro de alagamentos na região central.

O governo municipal ainda não divulgou um balanço oficial sobre o número total de pessoas desalojadas ou desabrigadas na região.

Diante do cenário de emergência, a Prefeitura de Itaperuna decidiu adiar o início do ano letivo na rede municipal, que estava programado para esta quarta-feira (04/02). A medida foi tomada não apenas pelos danos estruturais e dificuldades de locomoção, mas também pelo fato de que diversas escolas estão sendo utilizadas como pontos de apoio e abrigos temporários para o atendimento às famílias atingidas.


O grande volume de chuva que caiu na região nestes últimos dias elevou rapidamente o nível do Rio Muriaé em Italva, algumas ruas amanheceram nesta quarta-feira (04/02) alagadas, caso da Rua João da Silva Moço, no Bairro Parque Industrial (Beira Rio), o local é o mais baixo na cidade e por isso sempre transborda.

A cidade entrou em Estado de Alerta e a prefeitura já começa a interditar alguns pontos que apresentam alagamentos para evitar incidentes. Segundo o monitoramento do INEA (Instituto Estadual do Ambiente), o rio transbordou em Italva por volta de 3h da madrugada desta quarta-feira.

Além de toda a água que recebe dos rios Glória, Fumaça entre outros, ainda em MG, o Muriaé recebe o Carangola em Itaperuna, além de diversos valões e riachos ao longo do trecho até Italva e Cardoso Moreira, como o Valão Grande em São Pedro Paraíso, que também subiu muito com a forte chuva que caiu nesta terça no distrito de São João do Paraíso.


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