Dos 206 funcionários exonerados, 47 eram indicações de Paulo
Melo e 17, de Sérgio Cabral. Suzana Neves estava na Alerj desde 2016
e Marco Antonio, filho de Suzana e Sérgio Cabral, desde 2023, ambos foram
exonerados. Dilson Avelino da Silva, conhecido como Magrinho, que trabalhou com
Marco Antonio, também foi exonerado. Assim como Suzana e Marco Antonio, Dilson
também tinha um cargo na Alerj (Presidência)
No caso dos indicados do ex-presidente da Alerj Paulo
Melo, estão o treinador de artes marciais Pedro Lukas e Marcelo Ferreira
Neves.
A demissão em massa foi assinada pelo presidente em
exercício da Casa, o deputado Guilherme Delarolli. A presidência
suspeitava que, entre os mais de 200 exonerados, havia funcionários fantasmas.
Manifestações
Procurado, Sérgio Cabral informou que deixou a Presidência
em janeiro de 2003 para assumir o mandato de senador da República e afirmou
que: "Desde então, não tenho qualquer ingerência sobre as decisões
administrativas da Alerj".
Já Paulo Melo descreveu a demissão dos funcionários como um
direito legítimo de quem está no poder. Sobre Marcelo Neves e Pedro Lukas,
informou que atuavam junto à deputada Francine Mota, sua esposa, e que ambos
prestavam serviços relevantes.
Quando questionado sobre os 47 indicados e exonerados, disse
que eram colaboradores que deram continuidade ao trabalho desenvolvido.
Em nota, a presidência da Alerj informou que "não
comentará exonerações específicas" e que as demissões desta
terça-feira "seguem o curso natural da transição na presidência e têm como
objetivo aprimorar a gestão e, consequentemente, os serviços prestados à
população do Estado do Rio de Janeiro." *Fonte: G1.
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