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Longa já está com mais de 15 milhões de visualizações em 90 países. |
O filme “Caramelo”, lançado pela Netflix no mês de outubro, é um verdadeiro fenômeno de audiência. Em apenas duas semanas, o longa é o mais assistido em língua não inglesa no mundo, em 90 países, com mais de 15 milhões de visualizações. O roteiro une a mistura perfeita: amizade, pet, fé, amor e cura. Além disso, a estreia contou com uma campanha nacional de adoção responsável. Em outras palavras, a obra traz uma lição que muitos cristãos já conhecem: amar um bichinho de estimação faz bem para o corpo e para alma.
“Já vi muitos tutores saírem de crises depressivas por conta
do amor e do carinho recebido por um pet”, afirma a médica veterinária Thatiana
Teixeira, especialista em nefrologia de cães e gatos e em dermatologia em
pequenos animais e líder do Ministério de Integração da Igreja Batista Atitude.
A profissional lembra que os animais são, de certa forma, um
exemplo do amor de Deus para com o homem. “Os animais amam de forma
incondicional, independentemente do que você tem a dar. A gente aprende muito
do amor de Deus com o pet em nossa vida. Eles não querem saber o carro que você
está dirigindo, a roupa de grife que está usando ou o que há em sua conta
bancária. Eles apenas te amam e perdoam com muita facilidade”, ressalta
Teixeira.
Além disso, a veterinária enfatiza a importância da adoção
responsável. “Quem puder adotar terá a honra de conviver com um ser vivo
repleto de gratidão ao seu lado. Como é lindo o relacionamento entre o tutor e
o pet adotado. Eles (os pets) devolvem a gratidão de forma sublime, em seu
máximo potencial”, afirma.
Lado Emocional
Dados de uma pesquisa realizada pela Quaest/Petlove em 2024
revela que 72% dos brasileiros possuem um pet. Desse total, 98% afirmam que
esses companheiros trazem felicidade, 96% percebem apoio emocional e 93% chegam
a considerá-los membros da família. A neurocientista Dra. Quézia Anders
explica que ter um bichinho de estimação pode ajudar a pessoa de várias formas,
inclusive, nas questões emocionais.
“Ter um pet ajuda no senso de responsabilidade, em que você
passa a pensar em um outro ser além de si. Também contribui para sair do
isolamento, ou seja, caminhar com o pet, ter contato com a natureza e outras
pessoas que também têm pets. Logo, a questão aqui é uma ativação da área social
do cérebro, liberando neurotransmissores de bem-estar e felicidade”, explica.
Dra. Quézia diz que esse processo ajuda, inclusive, no
desenvolvimento dos pequenos dentro da família. “Com as crianças o processo é o
mesmo já citado, pois as ajudam a dividir o espaço da casa com mais
responsabilidade e menos egoísmo”, justifica.
Para a neurocientista, os animais são tão queridos por Deus
que isso pode ser visto em vários relatos na Bíblia, desde o resgate deles no
dilúvio por meio de Noé, até a preocupação divina com eles na possível
destruição de Nínive.
“Deus se preocupa com os
animais. Em Jonas vemos isso de forma comovente, onde o Senhor pergunta ao
profeta se ele não deveria ‘ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que
estão mais de cento e vinte mil pessoas (…) e também muitos animais?’ (Jonas
4:11)”, destaca.
A doutora também ressalta a importância da adoção
responsável. “A adoção deve ser muito pensada, pois, como reforçamos, é um
outro ser e que depende de você para viver bem. Assim, exigirá seu tempo,
carinho, dinheiro, mas te dará em troca toda a química da felicidade, ativando
seu senso de responsabilidade social, o que pode ajudar a lidar bem com outras
pessoas”, conclui. *Fonte: Comunhão.
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