O presidente Michel Temer avalia que seria uma
"covardia" não disputar a eleição para a presidência do Brasil em
outubro próximo, diante da necessidade de se "mostrar o que está sendo
feito" pelo governo.
Em entrevista à revista "IstoÉ" publicada nesta sexta-feira(23/03),
Temer afirmou que tem "orgulho" da sua administração e estimou que
"seria uma covardia não ser candidato, porque se eu tivesse feito um
governo destrutivo para o país eu mesmo refletiria que não dá para
continuar".
Segundo Temer (MDB), que assumiu após o impeachment de Dilma
Roussef, seu governo recuperou "um país que estava quebrado, literalmente
quebrado, e me orgulho do que fiz".
O presidente revelou que a ideia de se candidatar surgiu há
"um mês e meio", pelo medo de não haver candidatos que defendam seu
governo.
"Esperávamos no início que alguém fosse o candidato do
governo com essa missão de defender o governo. Mas se ninguém vai defender o
governo, dar continuidade ao que fizemos no governo, eu mesmo faço",
declarou.
O presidente, que tem apenas 6% de aprovação (segundo
pesquisa Datafolha), avalia que sua popularidade vai aumentar quando a
população relacionar as realizações do governo à sua pessoa.
"É preciso divulgar mais o que tem sido feito. A
população reconhece o que está sendo feito, mas ainda não há uma conexão com a
minha figura. Preciso conectar o que foi feito, o que foi aplaudido, o que foi
elogiado, à minha figura. Em todas as áreas, o que foi feito depende da minha
atuação".





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