Polícia Militar do Rio já pode ser acionada para atuar em rodovias federais no estado

A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro já pode ser acionada pela Polícia Rodoviária Federal para atuar em ocorrências como o protesto que fechou a Ponte Rio-Niterói, por duas horas, nesta terça-feira (10/2). A decisão é resultado de um protocolo de integração, que começou a ser elaborado hoje à tarde (11/2) pelas duas forças policiais, a pedido do governador Luiz Fernando Pezão.

Uma nova reunião de trabalho foi marcada para o próximo dia 25, no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). A diretora-geral da PRF, Maria Alice Nascimento Souza, solicitou que o Ministério Público Federal investigue os responsáveis pelo protesto. Um inquérito civil público já foi aberto.

Pezão classificou como “inadmissível” o fechamento da Ponte Rio-Niterói e telefonou para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pedindo celeridade na integração entre as polícias no patrulhamento das rodovias federais de acesso ao estado (Presidente Dutra, Washington Luiz, Rio-Teresópolis e Rio-Santos), além da Ponte Rio-Niterói.

– Essa integração é vital – afirmou o governador, destacando que o ministro José Eduardo Cardozo vem fazendo um grande esforço para aumentar o contingente da PRF no Rio: – Venho sistematicamente cobrando a reposição do efetivo.

O protocolo permitirá agilidade na cooperação da Polícia Militar.

– A PM seria acionada imediatamente, se um episódio como o ocorrido na Ponte Rio-Niterói voltasse a acontecer – adiantou o coronel Frederico Caldas, relações-públicas da PM, prosseguindo: - A partir de agora, vamos definir os limites de ação da PM. Também será aberto um canal imediato nas áreas de Inteligência, além da integração operacional.

A diretora-geral da PRF já solicitou um efetivo extra para atuar no controle de eventuais novos protestos na Ponte Rio-Niterói. O patrulhamento da ponte recebeu hoje (11/2) reforço para o esquema especial de Carnaval, que vai durar até o dia 22/2. Serão 200 agentes, ao todo. O Ministério da Justiça estuda a possibilidade convocar 300 policiais formados no ano passado para se juntar o quadro da PRF no estado, que conta atualmente com 700 agentes.

– Estamos alinhando protocolos para encontrar soluções. Nosso objetivo é evitar que os problemas impactem a rotina da população. Essa nova parceria permitirá velocidade na comunicação da PRF com a PM – observou José Roberto de Lima, superintendente da PRF. ​

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