A Petrobras,
como operadora dos campos Camarupim e Camarupim Norte, onde ocorreu acidente em
uma plataforma na quarta-feira matando ao menos cinco pessoas, é a responsável
pelas ocorrências na área, afirmou Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e
Biocombustíveis (ANP). A autarquia informou ainda, por meio de sua assessoria
de imprensa, que foi aberto um processo administrativo de investigação para
verificar as causas da explosão.
O
navio-plataforma, que pertence à BW Offshore, é afretado pela estatal junto à
empresa norueguesa. Para a ANP, no entanto, quem responde por ocorrências no
campo é a operadora da área petrolífera, ou seja, a Petrobras, e não a
operadora da plataforma, no caso, a BW Offshore.
A explosão
levou a presidente Dilma Rousseff a emitir nota nesta quinta-feira para
reforçar que a assistência aos trabalhadores é de responsabilidade da empresa
estrangeira. "A Petrobras irá cuidar para que a BW preste toda a
assistência às famílias envolvidas", disse Dilma. Procurada, a Petrobras
não respondeu imediatamente pedidos de comentários sobre o assunto.
O acidente,
que deixou outros quatro desaparecidos e dez feridos, ocorreu apenas alguns
dias depois de Aldemir Bendine assumir a presidência-executiva da estatal, em
substituição à Graça Foster, que renunciou em meio às denúncias de corrupção investigadas
pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
A companhia
BW Offshore afirmou nesta quinta-feira que todos os cinco trabalhadores mortos
na explosão na plataforma no Brasil eram seus funcionários. Segundo o porta-voz
da BW Offshore, Torfinn Buaroey, a "grande maioria" dos trabalhadores
da FPSO Cidade de São Mateus era formada por brasileiros. Não havia noruegueses
a bordo, acrescentou.
Com informações da Veja Online





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