Judoca Flávio Canto e Irmãos Falcão vestem a camisa da causa. Primeira vitória do judoca Léo Leite no MMA foi um dos destaques no evento
O Festival de Lutas contra o Crack realizado neste domingo
(23) foi marcado pela vitória da superação e da vontade de acabar com uma droga
que se espalha, consumindo vidas em todo Brasil. Ao todo, 36 lutadores de cinco
modalidades diferentes participaram do festival, oferecendo ao público que
encheu o ginásio do Tijuca Tênis clube lutas sensacionais. Foram 18 lutas de
judô, jiu-jitsu, MMA, boxe e luta olímpica para conscientizar sobre os riscos
da droga.
Presenças Olímpicas
Grandes medalhistas olímpicos do
Brasil também estiveram no Festival mostrando que o esporte é excelente aliado
no combate ao crack. Com duas medalhas de bronze, uma de prata e uma de ouro
conquistadas nas Olimpíadas de Atenas (2004) e nos Jogos Pan Americanos de Mar
del Plata (1995), Winnipeg (1999) , e Santo Domingo (2003), o judoca Flávio Canto
foi o atleta homenageado no Festival.
- A Luta contra o
crack é uma luta de todos nós. E tenho certeza de que o esporte é uma grande
ferramenta para combater essa droga. O esporte leva a caminhos que fazem com
que as crianças e adolescentes busquem um meio de prazer mais saudável, além de
ensinar valores como dedicação, respeito e superação. É uma honra vestir essa
camisa – disse o atleta.
Sensação nas Olimpíadas de Londres (2012), conquistando
medalha de prata e bronze no boxe, os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão fizeram uma luta de
apresentação, levantando o público ao redor do ringue. Para Yamaguchi o esporte
dá disciplina, o que faz crianças e adolescentes ficarem longe das drogas.
- Queremos avisar
para todas as mães e todos os pais que façam com que seus filhos pratiquem
esporte. O esporte ajuda muito na educação das crianças e adolescentes, os
mantém longe de drogas como o crack, que destrói muitas vidas – disse.
Com ídolos – O adolescente João de Souza, de 15 anos, saiu
do festival feliz. O menino é fã de lutas desde pequeno, incentivado pelo pai,
juiz de boxe e MMA. Quando se viu na frente dos irmãos Falcão, ficou emocionado
por ter realizado um sonho. O menino acompanha os irmãos antes mesmo da
conquista das medalhas.
- Fiquei muito feliz,
tirei fotos, conversei um pouco com eles. O esporte proporciona esses bons
momentos. Pelo fato de sempre ter praticado luta e agora futebol, nunca pensei
em usar drogas, muito menos o crack. Não vou usar algo que eu sei que vai me
fazer mal – afirmou o menino.
O Festival de Lutas contra o Crack é o primeiro de uma série
de ações que tem como meta principal sensibilizar e informar a população,
sobretudo o público jovem, através do esporte e da cultura para os riscos do
uso do crack. A iniciativa é fruto de uma parceria do Governo do Estado do Rio
de Janeiro, através das secretarias de Saúde, Prevenção a Dependência Química,
Assistência Social e Direitos Humanos, Educação, Segurança e Esporte e Lazer. O
evento também conta com a participação das prefeituras e a da produtora Furacão
2000.
- A saúde pública tem
se envolvido muito com a questão do crack porque é uma droga com efeitos
avassaladores que destrói pessoas e famílias. E o esporte é um grande eixo de
comunicação, mostrando que há outras formas de diversão, que não vale a pena
usar uma droga que mata em tão pouco tempo. – disse o secretário de Estado de
Saúde Sérgio Côrtes.
Primeira vitória
O evento também foi especial para o
lutador Léo Leite. Depois de muitas conquistas no Judô e no Jiu Jitsu, Léo fez
sua estreia no MMA, encerrando o card de lutas, com vitória por nocaute técnico
em cima de Rodolfo “Mutante” de Souza.
- Me preparei para
lutar os três rounds, mas o resultado foi muito melhor do que eu esperava.
Estou muito feliz porque minha estreia no MMA foi num evento com uma causa tão
importante – contou o lutador.
Ascom - Secretaria Estadual de Saúde






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