Objetivo é ampliar quadro de especialistas em pilotagem de helicóptero
O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro se prepara
para ampliar o seu quadro de pilotos e copilotos. A corporação abre, nesta
quarta-feira (26/6), as inscrições para o segundo concurso para o Curso de
Especialização em Pilotagem de Helicóptero. Serão oferecidas dez vagas para os
oficiais bombeiros.
O processo seletivo será regulado pela FunCefet e inclui a
realização de prova objetiva, redação, teste de aptidão física e inspeção de
saúde no Centro de Medicina Aeroespacial (CEMAL). O curso será ministrado por
uma escola de formação de piloto de helicóptero, homologada pela ANAC (Agência
Nacional de Aviação Civil), contratada pelo Corpo de Bombeiros através de
licitação.
De acordo com o subcomandante do Grupamento de Operações
Aéreas (GOA), tenente-coronel Paulo Roget Araújo Marques, os militares passarão
por aulas teóricas e práticas para iniciar a preparação para se tornarem
pilotos. Eles saem do curso com 100 horas de voo. Para se tornar um comandante,
é preciso completar 500 horas.
– A demanda está crescendo. O Corpo de Bombeiros está
adquirindo novas aeronaves. E o número de pedidos de transporte interhospitalar
e ocorrências de incêndios florestais e resgates aumentou muito – explicou o
tenente-coronel.
Os bombeiros que passarem pelo curso serão formados Piloto
Privado de Helicóptero (PPH) e Piloto Comercial de Helicóptero (PCH) e,
posteriormente, serão qualificados para pilotar helicópteros do tipo 'esquilo'
e realizar voos aeromédicos, salvamentos no mar e transporte de tropa. O grupo
vai compor a equipe do GOA, que possui atualmente 15 profissionais.
– Os pilotos começam fazendo transportes administrativos,
depois passam para os aeromédicos. Pousam no meio da rua, por exemplo, e levam
a vítima para o hospital. Só depois, eles passam para os salvamentos no mar, em
altura e combate a incêndio – enumerou Roget.
Depois de dois anos como copiloto, o capitão Bruno César
Souza Soares, de 32 anos, se adapta ao posto de piloto assumido há um mês. Para
ele, o transporte de bebês e o resgate no mar são momentos muito gratificantes.
– Quando levamos um recém-nascido para o hospital, os pais
confiam a vida dos filhos a nós. Transportei um bebê com problemas de coração
de Campos para o Rio e depois pude levá-lo de volta, recuperado. Foi
emocionante – contou o capitão.
Comandante há dois anos, o capitão Alessandro Rosa de
Carvalho, de 33 anos, afirma que o curso de piloto foi uma das experiências
mais inesquecíveis de sua vida.
– O meu sonho era voar e salvar vidas. O que fazemos é
arriscado, mas é um grande barato. Resgatamos pessoas no meio da rua, em
enchentes, incêndios, deslizamentos. O trabalho é muito ativo – garantiu
Carvalho.
Ascom - IMPRENSA-RJ






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