Rio Paraíba continua baixando, mas situação ainda é de alerta máximo
De acordo com a medição do Rio Paraíba do Sul, realizada em Campos na manhã desta sexta-feira (06/01), o nível das águas continua baixando. Às 7h estava em 9,95m e na medição das 11h30, havia baixado 21 cm, chegando à 9,74m, ficando abaixo do nível de transbordo que é de 9,90m. Por conta das previsões de chuva para o final de semana, a Defesa Civil Municipal continua trabalhando em alerta máximo, principalmente com relação à localidade de Três Vendas, que foi inundada pelas ásguas do Rio Muriaé.
De acordo com o comandante da Defesa Civil de Campos, Henrique Oliveira, o Rio Muriaé está estável, mas ainda não desceu no município, portanto, as águas que invadiram a localidade de Três Vendas na tarde desta quinta-feira (05/01), ainda não tem previsão de retroceder.
A maior preocupação dos agentes da Defesa Civil é com as famílias que se recusaram a abandonar suas casas e passaram a noite algumas no segundo andar e outras nas lajes. De acordo com o Comandante o risco maior é de que a estrutura dessas casas, muitas delas construídas sem um planejamento correto e outras que foram afetadas com a enchente no final de 2008, não resistam e acabem por desabar.
Na manhã desta sexta-feira os trabalhos da Defesa Civil em parceria com o Corpo de Bombeiros e Exército serão direcionados para atender a essas pessoas e tentar convencê-las a se abrigarem num lugar seguro, já que ainda há previsão de chuva na cabeceira dos rios durante todo o final de semana, o que pode fazer as águas subirem ainda mais. Em Três Vendas o nível nos locais mais baixos, passou dos dois metros.
Para que a água que tomou a localidade retroceda, é necessário que o Rio Paraíba chegue a pelo menos 8 metros em sua cota para dar vazão às águas do Muriaé, que invadiram o local. Na enchente de 2008 as águas levaram quatro meses para voltar à normalidade.
“Vamos tentar convencer essas pessoas a saírem de suas casas e irem para abrigos, casas de parentes, praia. Eu as levo para onde elas quiserem. Vou fazer o máximo para retirá-las dessa situação de risco que escolheram”, finalizou Henrique Oliveira.
Algumas pessoas passaram a noite abrigados em marquises e pela manhã voltaram às suas casas, utilizando barcos, único meio de transporte possível, na tentativa de resguardar alguns objetos que ficaram para trás. Segundo alguns moradores, também durante a enchente de 2008, muitas casas foram saqueadas enquanto os proprietários estavam em abrigos.
O único ponto que não alagou foi a área mais alta da localidade onde fica à Igreja Pentecostal, que serve de base para o Exército e os Bombeiros.
Corte de Luz
O secretário da Defesa Civil de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Henrique Oliveira, informou hoje (6) que a luz foi cortada na região de Três Vendas, no distrito de Campos, para forçar a saída de cerca de 500 famílias que se recusam a deixar o local. A região foi completamente alagada depois que um trecho da Rodovia BR-356, que serve como barragem para conter as águas do Rio Muriaé, se rompeu, criando uma cratera de aproximadamente 20 metros.
“Há previsão de mais chuva durante todo o verão e as estruturas das casas podem não aguentar. Vamos de casa em casa de barco, com assistentes sociais, tentar convencer as pessoas sobre os perigos de doenças como a dengue, a leptospirose e explicar que essa situação deve se manter durante muitos dias ainda”.
Durante todo o dia de hoje, a Secretaria da Defesa Civil realiza operação para tentar convencer as famílias a saírem do segundo andar de suas casas.
Ontem (6) bombeiros retiraram às pressas do local, em caminhões e barcos, cerca de 4 mil moradores e parte de seus objetos pessoais. As famílias retiradas se encontram temporariamente em duas escolas municipais.”O trecho destruído da estrada só poderá ser reconstruído depois que o rio baixar. Por isso, é difícil ter uma previsão de quanto tempo vai levar para os moradores poderem voltar às suas casas”, disse o secretário.
Ele lembrou que em 2007, o Rio Muriaé já havia destruído parte da BR-356 e alagado Três Vendas. Os moradores ficaram quatro meses com suas casas sob as águas e perderam tudo. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes fez os reparos em 2008.
Segundo a Defesa Civil estadual, mais de 37 mil moradores das regiões norte e noroeste tiveram que sair de suas casas por conta da chuva. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia, a previsão é de chuvas fortes no estado do Rio, sobretudo nas regiões serranas, norte e noroeste.
Ascom
Popularity: unranked [?]
Notícias Relacionadas:









Comentários:
Novo comentário: