Desabamentos: sobe para 17 o número de mortos
O número de mortos no desabamento de três prédios no Centro do Rio chegou a 17, na manhã deste sábado. O episódio ocorreu na noite da última quarta-feira. As buscas por corpos, segundo o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, vão continuar por pelo menos mais 24 horas. A tragédia na Avenida Treze de Maio também soma seis feridos e ainda 15 desaparecidos.
Causa ainda é incógnita
Os motivos do desabamento dos três prédios no coração financeiro da capital do estado ainda são desconhecidos. A hipótese mais forte é a de dano estrutural motivado por obras internas que comprometeram a estrutura do edifício. As construções – de 20, 10 e 4 andares – ruiram por volta das 20h30 da última quarta-feira. O Theatro Municipal, que fica no mesmo quarteirão, não sofreu danos.
Na noite de sexta-feira, quase 48 horas após o desabamento dos prédios no Centro do Rio, Simões admitiu que não há mais esperança de que sobreviventes sejam encontrados em meio aos escombros.
“Embora a cultura do Corpo de Bombeiros seja movida pela esperança, pela motivação, em razão do cenário que a gente está verificando e pelo tempo passado do acidente, eu preciso dizer que a gente não trabalha mais com a possibilidade de sobreviventes”, atestou.
Enterros
Logo pela manhã, no cemitério de Maruí, em Niterói, na Região Metropolitana do estado, foi enterrado o corpo de Celso Renato Braga Cabral, de 46 anos. Esse foi o primeiro sepultamento das vítimas dos desabamentos. No decorrer desta sexta-feira, ainda foram enterradas mais duas vítimas na capital: o zelador Cornélio Ribeiro Lopes, de 73 anos, no cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul; e o advogado Nilson Assunção Ferreira, de 50 anos, no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, na Zona Portuária.
13ª vítima em caminhão de lixo
O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, informou no início da noite desta sexta-feira que o corpo havia sido retirado junto com os escombros levados pela Comlurb. Todo o entulho retirado está sendo encaminhado para a Zona Portuária e, em seguida, vai para o aterro de Gramacho, na Baixada Fluminense.
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