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Twitter é mais prejudicial que heroína e cocaína, diz governo da China

07 de dezembro de 2011 Tecnologia , ,

Para intensificar as tentativas de controlar os usuários de sites similares ao Twitter, a imprensa oficial da China disse em um comunicado oficial que rumores da internet e redes sociais, como o serviço de postagem em 140 caracteres do microblog, são mais prejudiciais à saúde do que drogas como heroína e cocaína.

Segundo o The Guardian, o comentário foi publicado pela agência oficial de notícias Xinhua. Nele, o governo explica que, apesar desses tipos de drogas causarem danos irreversíveis à saúde, os boatos do mundo virtual são piores porque “envenenam o ambiente e afetam a ordem social”.

Em outro site, o People’s Daily Online, o comunicado anuncia: “Rumores da internet são drogas: favor resistir e ficar longe deles”, no qual sugere que pessoas inscritas em redes sociais podem gerar sérios danos à sociedade tanto quanto os drogados.

Com o objetivo de manter a “ordem” e deter os boatos supostamente criados por vários internautas, o governo chinês obrigou os serviços de microblog a registrar os nomes reais dos usuários e deletar contas que ultrapassam os limites estabelecidos pela China. As autoridades afirmam que estão cada vez mais preocupadas com a velocidade com que a informação pode se espalhar, num país que tem hoje 300 milhões de pessoas cadastradas nesse tipo de serviço.

Especialistas acusam a China de querer calar as críticas nas redes sociais e fazer com que não se acredite em nada do que está nesses sites, além de alguns mecanismos serem usados para anular comentários e reprimir histórias sensíveis. Por outro lado, o comunicado publicado no Xinhua acusa os usuários de inventarem escândalos sobre outras pessoas e espalharem notícias perturbadoras, “com a finalidade de provocar problemas e prejudicar a sociedade”.

As autoridades chinesas já estipularam que, quem infrigir as ordens impostas, poderá ser multado em até 500 iuans (cerca de R$ 140 reais), e caso for pego divulgando informações supostamente falsas será condenado com uma pena de cinco anos de prisão.

Com informações do Olhar Digital

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