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Djalma Beltrami é preso suspeito de cobrar propina

19 de dezembro de 2011 Polícia , ,

Uma operação da Polícia Civil, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, resultou na prisão do comandante do 7º BPM (São Gonçalo), tenente-coronel Djalma Beltrami, nesta segunda-feira. De acordo com informações da assessoria da Polícia Civil, ao todo, são 24 mandados de prisão, sendo 13 contra policiais militares acusados de receberem propina de traficantes para não reprimir a venda de drogas na região.

Os mandados de prisão contra suspeitos de tráfico acontece no Morro da Coruja, em Neves. Houve troca de tiros na chegada à comunidade e um suspeito morreu. Mais de 100 policiais civis participam da operação. Segundo as investigações, os PMs receberiam propina de R$ 160 mil por mês.

Djalma Beltrami assumiu o 7º BPM após a prisão do tenente-coronel Cláudio Luiz de Oliveira, acusado de envolvimento na morte da juíza Patrícia Acioli, executada ao chegar em sua casa, em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói.

Beltrami disse antes da prisão que fatos anteriores do batalhão eram isolados

Mais uma vez o 7º BPM (São Gonçalo), na Região Metropolitana do Rio, entra em destaque por novas prisões e denúncias envolvendo policiais e até mesmo o comando. Djalma Beltrami, ex-árbitro de futebol e comandante da unidade, foi preso nesta segunda-feira sob a acusação de envolvimento com o tráfico de drogas. Beltrami e mais sete policiais militares, acusados do mesmo crime, foram presos por agentes da Polícia Civil que desencadearam a Operação Dezembro Negro. A finalidade era cumprir mandados contra traficantes e policiais militares.

Djalma Beltrami estava no comando da unidade desde a prisão do então comandante Cláudio Oliveira, acusado de ser o mandante do assassinato da juíza Patrícia Accioli, em 11 de agosto. Na última sexta-feira, Beltrami recebeu o SRZD no batalhão para falar sobre como estava sendo feito o trabalho após o caso, o aumento da insatisfação da população com o trabalho da PM no local, e até um projeto que ele tinha para “interagir com moradores”.

Entre outros assuntos, Beltrami afirmou que quando assumiu, há três meses, encontrou um batalhão “acanhado, preocupado, e com prisões que vinham ocorrendo”, e acrescentou: “O policial está entendendo que o fato é isolado, são fatos individualizados e não do batalhão. Os policiais que estão envolvidos poderiam estar em outras unidades e não aqui. Já houve uma grande troca, cerca de 100 policiais desde que entrei”.

Porém, mais mandados contra policiais do batalhão…

A Operação Dezembro Negro teve a participação de 100 policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói e da Baixada Fluminense e foi para as ruas para cumprir 24 mandados de prisão, sendo 11 contra traficantes e 13 contra policiais militares do 7º Batalhão.

as investigações sobre a ligação de traficantes do Morro da Coruja, em São Gonçalo, com homicídios que ocorriam na região, começaram há sete meses e indicaram que policiais militares do 7º Batalhão recebiam propinas de traficantes para não reprimir a venda de drogas na regão. Os valores chegariam a R$ 160 mil por mês.

Beltrami fala sobre seu trabalho na unidade antes de ser preso:

“Uma missão que encaro dentro dos critérios de comandar uma unidade como outra qualquer, igual às outras que comandei. Só que aqui precisa ter um empenho maior, buscar uma dedicação muito maior, porque precisamos trazer realmente para a população de São Gonçalo a confiança do nosso trabalho. Isso nós temos feito através de várias prisões, estamos dando uma condição melhor de trabalho para nossos policiais para que eles possam se empenhar em trabalhar melhor. Com trabalho a gente vai trazer de volta para população de São Gonçalo a confiança que ela tem que ter com a polícia”.

Projeto para interagir com a população e moradores

“Como sou uma pessoa muito ligada a esportes, tenho cuidado do nosso campo de futebol para que a partir de janeiro a comunidade adulta venha utilizá-lo, mas hoje já trabalhamos com um projeto da SUDERJ e essas crianças que frequentam aqui a minha unidade praticando futebol e outras atividades fazem com que a gente tenha uma relação muito boa com essa parte da população (as crianças). E entendo que essa relação policial comunidade é fundamental”.

Novos efetivos e viaturas

“Hoje nós temos uma qualidade de viatura muito boa. A cidade de São Gonçalo tem visualmente sua polícia de cara nova através de suas viaturas. Apesar da quantidade de policiais não ser o ideal, estamos trabalhando muito e em cima da qualidade do militar, e essa qualidade é muito mais importante que a quantidade. É claro que o número é fundamental para que possamos atender melhor a população, mas como disse, a qualidade do meu policial tem que ser muito boa”.

Como encontrou o batalhão

“Encontramos um batalhão um pouco acanhado, preocupado, prisões dos policiais vinham ocorrendo. E a gente sabedor dessa preocupação tem conversado muito com a tropa. Realmente não é fácil, nossa presença tem que ser contínua junto a eles. Temos falado com os policiais, temos instruído, temos passado orientações, é o que cabe a gente fazer. O policial está entendendo que o fato é isolado, que são fatos individualizados e não do batalhão. Os policiais que estão envolvidos poderiam estar em outras unidades e não aqui (7° BPM). Já houve uma grande troca, cerca de 100 policiais desde que entrei aqui. A polícia vai dar a resposta junto com a sociedade, independente do rótulo que ficou no 7° BPM, é um bom batalhão, a população é amiga da PM e estaremos junto para buscar uma cidade muito mais segura com certeza”.

Edição: Gleriston Rodrigues/SRZD

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