Caso não cumpra os acordos a Chevron pode ser expulsa do Brasil
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB) afirmou neste sábado, em Teresina, que a empresa norte-americana Chevron poderá ser expulsa do Brasil no caso de não cumprir seus acordos a cerca do vazamento de óleo na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
De acordo com Lobão, a empresa já foi penalizada pelo que fez e está impedida de atuar em novas perfurações no Brasil, mesmo sendo a segunda maior do mundo no ramo. Ainda assim, ele afirmou que está “atentíssimo” com as ações da companhia, certificando-se de que ela cumpra seu papel.
Após o vazamento, que ocorreu em novembro, a plataforma utilizada pela Chevron na Bacia de Campos foi paralisada e a petroleira recebeu uma multa de R$ 50 milhões pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Além disso, a Chevron vai ter que pagar um seguro de valor ainda indefinido pela recuperação dos danos ambientais que foram provocados pelo acidente.
O ministro informou que está preparando um novo Código de Mineração inspirado no problema recente. Este novo texto estipularia prazos mais rígidos para os mineradores. “Ou se executa a tarefa de minerar e gerar riquezas ou perde”, afirmou. Segundo ele, este novo documento serviria para modernizar o setor e dar fim a especulações. O código inclui um prazo limite de sete anos para que as empresas possam explorar e gerar riquezas.
As afirmações foram feitas durante uma visita ao residencial Jacinta Andrade, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Lobão acompanhou o governador Wilson Martins (PSB) no Piauí durante a inauguração do programa de energia da Eletrobras no Estado.
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