Novas recomendações para controle de câncer de mama são divulgadas pelo Inca
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta segunda-feira sete novas recomendações para o controle do câncer de mama no país. Entre elas, é indicado que o início do tratamento ocorra em três meses e que os procedimentos complementares, de quimioterapia ou hormonioterapia, comecem, no máximo, em 60 dias. Além disso, a radioterapia deve ser feita em 120 dias.
As orientações complementam as que foram lançadas em 2010, focadas em ações de prevenção, detecção precoce e informação de qualidade. De acordo com o técnico da Divisão de Apoio à Rede de Atenção Oncológica da instituição Ronaldo Corrêa, desta vez, a lista é voltada ao tratamento de mulheres que já tenham tumores. “Essas recomendações são importantes porque podem ter impacto na sobrevida das pacientes”, explicou.
Durante o lançamento, Ronaldo lembrou que o câncer de mama é o tumor que mais mata a população feminina no Brasil, sendo responsável pela morte de 12 mil mulheres a cada ano.
O técnico do Inca disse ainda que a lista traz também recomendações sobre o acolhimento das pacientes. O instituto orienta que elas sejam acompanhadas por uma equipe que inclua médicos, enfermeiro, psicólogo, nutricionista, assistente social e fisioterapeuta. O ideal é que os cuidados sejam articulados em um ambiente que respeite a autonomia, dignidade e confidencialidade.
“Quanto mais profissionais estiverem comprometidos com o tratamento melhor vai ser a assistência prestada a essas mulheres”, ressaltou. Ele lembrou ainda que as recomendações não têm força de lei, mas seu cumprimento pode ser verificado pela sociedade.
A lista com todas as recomendações está disponível no site do Inca . O documento impresso também será encaminhado às secretarias de Saúde dos estados e municípios.
Para ampliar as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama e de colo de útero, o Ministério da Saúde vai investir, até 2014, R$ 4,5 bilhões. A ideia é utilizar os recursos, entre outras iniciativas, na implantação de 50 centros para atendimentos em mastologia ou ginecologia e na implantação de 32 serviços avançados em hospitais habilitados para o tratamento oncológico e na substituição de equipamentos em 48 hospitais.
Com informações da Agência Brasil
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