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Câncer do tipo Linfoma atinge 10 mil pessoas por ano no Brasil

16 de agosto de 2011 Saúde , ,

O Linfoma é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. Na semana passada o mundo das celebridades foi balançado por um drama da vida real, a notícia de que o ator Reynaldo Giannechini está com câncer, o artista foi surpreendido pelo diagnóstico.

Há alguns tipos de linfoma que são mais agressivos, conhecidos como linfomas “não Hodgkin”, justamente o tipo que os médicos encontraram no ator. A doença leva o nome do médico que a descobriu.

O linfoma “não Hodgkin” não é tão raro. A cada ano são registrados 10 mil novos casos no Brasil. É a mesma doença que a presidente Dilma teve em 2010. Em seis meses, Dilma fez quimioterapia, perdeu o cabelo, e se recuperou, sem nem mesmo se ausentar da campanha presidencial.

DIAGNÓSTICO

Utilizam-se vários tipos de exames para diagnosticar a doença. Estes procedimentos permitem determinar seu tipo específico, e esclarecer outras informações úteis para decidir sobre a forma mais adequada de tratamento.

A biópsia é considerada obrigatória durante o procedimento, remove-se uma pequena amostra de tecido para análise, em geral um gânglio linfático aumentado. Há vários tipos de biópsia:

• Biópsia excisional ou incisional – o médico, através de uma incisão na pele, remove um gânglio inteiro (excisional), ou uma pequena parte (incisional);

• Biópsia de medula óssea – retira-se um pequeno fragmento da medula óssea através de agulha. Esse procedimento não fornece diagnóstico da Doença de Hodgkin, mas é fundamental para determinar a extensão da disseminação da doença;

Também são necessários exames de imagem para determinar a localização das tumorações no corpo. Radiografias são empregadas para detectar tumores no tórax; usando-se Tomografia Computadorizada, são obtidas imagens detalhadas do corpo sob diversos ângulos. Já a Ressonância Magnética utiliza ondas magnéticas e de rádio para produzir imagens de partes moles e órgãos; e na Cintigrafia com Gálio, uma substância radioativa, ao ser injetada no corpo do paciente é atraída para locais acometidos pela doença.

Além disso, são utilizados outros tipos de exames que ajudam a determinar características específicas das células tumorais nos tecidos biopsiados. Estes testes incluem:

• Estudos de citogenética para determinar alterações cromossômicas nas células;

• Imunohistoquímica, na qual anticorpos são usados para distinguir entre vários tipos de células cancerosas;

• Estudos de genética molecular, que são testes de DNA e RNA altamente sensíveis para determinar traços genéticos específicos das células cancerosas.

TRATAMENTO

O tratamento clássico da Doença de Hodgkin, em geral, consiste de poliquimioterapia, com ou sem radioterapia. Dependendo do estágio da doença no momento do diagnóstico, pode-se estimar o prognóstico do paciente com o tratamento. O esquema de quimioterapia utilizado de rotina no INCA é denominado ABVD.

Para os pacientes que sofrem recaídas, o retorno da doença, são disponíveis alternativas, dependendo da forma do tratamento inicial empregado. As formas empregadas usualmente, e com indicações relativamente precisas, são o emprego de poliquimioterapia e do transplante de medula.

APÓS O TRATAMENTO

A radioterapia e os esquemas de quimioterapia empregados regularmente trazem riscos para os pacientes após o tratamento. Entre os mais importantes estão o desenvolvimento de outros tipos de câncer (mama, pulmão, tireóide, linfomas e leucemias) e possível infertilidade.

No entanto, estes riscos não são suficientemente grandes a ponto de se questionar o uso dessas formas de tratamento, visto que a Doença de Hodgkin é curável se tratada adequadamente.

Os pacientes devem ser seguidos continuamente após o tratamento, com consultas periódicas cujos intervalos podem ir aumentando progressivamente.

Fonte: Inca

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