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Prefeito acusado de ameaça e perseguição em São Fidélis

12 de julho de 2011 Notícias , ,

Ex-servidor municipal Agapto da Silva Plouvier com o prospecto criticando a Prefeitura de São Fidélis

O prefeito de São Fidélis, Luiz Carlos Fernandes Fratani, o Fenemê, mais uma vez tem o nome envolvido em ocorrência policial. De acordo com o Registro de Ocorrência 00530/2011, na 141ª Delegacia Legal (DL/São Fidélis), Fenemê teria ameaçado o ex-servidor municipal Agapto da Silva Plouvier, que também reclama perseguição política.

Segundo ele, a ameaça ocorreu porque distribuía na rua um prospecto, com a própria assinatura, protestando contra a prefeitura, que o teria impedido de vender materiais usados, na calçada perto de sua casa, enquanto, argumenta Agapto, “lojas e agências de carros comercializam livremente nas calçadas do município, inclusive no Centro”.

Embora o prospecto não citasse o nome do prefeito, Fenemê teria ido ao encontro do ex-servidor, em companhia de um homem desconhecido da vítima, e praticado ameaças, no Bairro Montese, quando acabava de fazer entrega dos papéis com as críticas.

Agapto relata que foi funcionário da prefeitura, sendo exonerado do cargo de agente distrital, no início do ano. “Acredito que por pertencer ao grupo político de oposição ao prefeito”, opinou.

Desempregado, o ex-servidor revela que para sustentar a mulher e quatro filhos passou a trocar eletrodomésticos e a vender objetos usados na calçada da rua, perto de casa, no Bairro São Vicente de Paula.
Para sua surpresa, no dia 29 de abril recebeu do gabinete do prefeito notificação para retirar da calçada o material que vendia. Após cerca de três meses passando dificuldades e percebendo comerciantes utilizando as calçadas no Centro, Agapto decidiu protestar. “Sei que comercializar produto na calçada é irregular e ao receber a notificação acatei. Levei as coisas para dentro da sala da minha casa e lá tenho uma espécie de brechó, que ajuda a sustentar minha família, com o auxílio de amigos e parentes. Desde abril tenho mais dificuldades, porque com os produtos dentro de casa é mais difícil vender. Indignado, resolvi protestar contra a prefeitura”, disse.

Prospecto detalha comércio usando calçadas, o que foi proibido ao ex-servidor

No prospecto Agapto, questionando o lema da prefeitura “união de mãos dadas com o povo”, indaga se é com os humildes ou com os ricos? “Os empresários da cidade podem comercializar mercadorias nos passeios públicos e eu não posso. Coloquei fotos que comprovam isso. No verso reproduzi a notificação que recebi da prefeitura, proibindo de eu trabalhar na calçada.

O prefeito me procurou e fez ameaças, no último dia 8, depois de descer do carro falando ao celular disse para mim: ‘você para de entregar esses prospectos porque senão a coisa vai ficar muito ruim pra você. Caso tenha alguma coisa contra mim resolvo agora. Você está avisado’, ameaçou. Eu disse que não tinha nada contra ele e que o protesto é contra a prefeitura. Ele entrou no carro e foi embora e como na semana anterior havia ido ao Detran e teria agredido um funcionário fiquei preocupado e nervoso. Fui para casa e quando me acalmei, resolvi ir à delegacia registrar a ocorrência porque temo acontecer alguma coisa comigo e meus quatro filhos ficarem sofrendo”, concluiu Agapto.

Após três tentativas de contato telefônico, a assessoria de Fenemê ficou de enviar a resposta do prefeito por e-mail, mas até o fechamento desta edição, às 17h45, o material não havia chegado.

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