Projeto que antecipa reajuste dos bombeiros foi adiado na Câmara
A proposta do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de antecipar para julho o reajuste salarial que seria escalonado até dezembro para bombeiros, policiais e agentes penitenciários saiu da pauta de votações nesta terça-feira na Assembléia Legislativa do Rio (Alerj). Se aprovado, significaria um aumento de 5,58% no salário da categoria. Como o texto recebeu 32 emendas, todas terão de ser apreciadas pelas comissões da casa para voltar ao plenário.
Duas das emendas discutidas foram propostas pela bancada dos bombeiros, como está sendo chamado o grupo de deputados que defende as reivindicações da categoria. A partir da reunião entre eles e as lideranças dos bombeiros, ocorrida na segunda-feira, os deputados criaram emendas pedindo que o aumento progressivo de 1% ao mês para os militares- que começou a valer em janeiro deste ano e se estenderá até o fim de 2014- seja antecipado para 2011 e que seja pago o vale transporte.
O líder do governo da Alerj, André Corrêa, disse que a proposta da oposição é inviável. Se a bancada dos bombeiros insistir nas emendas, elas serão vetadas. “Elas trazem um impacto sem nenhuma previsão de receita, que é da ordem de 4,6 bilhões de reais, sem contar o impacto previdenciário. Não se pode jogar com a ilusão das pessoas”, afirmou. O deputado disse que, no caso do Rio, é particularmente difícil aumentar os salários dos militares pelo número de bombeiros servindo no estado. “O estado de São Paulo tem 8.900 bombeiros e 40 milhões de habitantes. O Rio tem 16 milhões de moradores e 16 mil bombeiros. É obvio que fica muito mais difícil para nós concedermos reajustes maiores”, explicou Corrêa.
A ideia da base governista, maioria na Assembleia, é apresentar uma emenda única com a proposta de usar recursos do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom)- a taxa de incêndio paga pelos contribuintes fluminenses. Com essa verba seriam dadas gratificações de 350 reais aos bombeiros e ainda o vale transporte. “Há uma tendência forte para que isso aconteça”, afirma Corrêa.
Os deputados da oposição que apoiam as reivindicações dos bombeiros querem chegar a um meio termo entre as propostas. O objetivo deles agora é negociar com a bancada governista para chegar a um denominador comum.
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