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No estádio do Itaperuna Esporte Clube tudo pode acontecer

18 de março de 2011 Futestado , ,

À primeira vista, o que chama a atenção é o palco do espetáculo. A grama é alta, e o campo, irregular e esburacado. Mas o estádio do Itaperuna também ficou conhecido como o point das bizarrices. Para reforçar a tese, Itaperuna e Aperibense protagonizaram esta semana um verdadeiro espetáculo lúdico, para não dizer futebol no melhor estilo “pólo aquático com os pés”, pela Segundona do Carioca.

Antes disso, o lugar foi palco da guerra Tricolor x Rubro-Negro. Com o estádio lotado, parecia Fla-Flu. Porém, era o duelo entre Cabofriense e Porto Alegre, time que deu origem ao Itaperuna. Resultado: dois feridos e muito sangue no gramado.

Quando o Flamengo passou por lá, em 1996, Romário, Mancuso e Sávio levaram a torcida ao delírio. A empolgação foi tanta que o alambrado atrás de um dos gols desabou e a partida teve que ser interrompida.

Mais memorável do que isso, só a cena marcante que aconteceu no confronto entre Vasco e Itaperuna. O Gigante da Colina vencia por 3 a 2, último gol marcado por Edmundo, até que os jogadores descambaram para a violência. Com isso, o juiz expulsou quatro atletas, três deles do time anfitrião. Pronto. Foi o suficiente para o técnico da equipe local perder a cabeça e as calças.
Ele ficou pelado e teve de ser contido por policiais.

- Foi um protesto. Eu fiquei nu mesmo. A partir de hoje eu abandonei a minha profissão – bradou Paulo Matta à época.

A moda do Paulo Matta não pegou, e o futebol continuou liberado para menores de 18 anos. Mas o episódio fez crescer a fama do Estádio Jair Bittencorut, o Bittencourtzão, como campo de batalha e palco improvável onde tudo pode acontecer.

Com informações do Globo Esporte

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