Depois que nível do rio baixou, São Fidélis realiza a limpeza
O município de São Fidélis começou a limpeza coletiva com caminhões-pipa nos distritos Cambiasca e Colônia, em São Fidélis, castigados na madrugada de quinta-feira pela enchente do rio Grande, que recebeu grande volume de água do rio Paraíba do Sul, vindo da Região Serrana e dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Das 350 famílias atingidas pela enchente, a prefeitura acredita que pelo menos 20 serão custodiadas com aluguel social e alimentação pelo município até que suas casas possam ser construídas. Doze imóveis foram arrastados pela força da água.
Com a baixa no rio nesta sexta-feira, dezenas de famílias de São Fidélis conseguiram voltar para as suas casas e realizar a limpeza do imóvel. Muitas ainda não sabem o que fazer, já que tudo que tinham foi devastado pela enxurrada. Nos cálculos do prefeito Luis Carlos Feneme, os R$ 44 milhões do orçamento anual do município, ou seja, cerca de R$ 4 milhões/mês não serão suficientes para atender as necessidades, por isso vai acionar o governo do Estado e a União.
Em Cambiasca a ponte sob o rio Grande continua interditada. Na madrugada de quinta-feira a cabeceira foi levada pela água, o que impediu a passagem pela RJ 158 de São Fidelis para Itaocara e Região Serrana (Nova Friburgo). Apenas pedestres e ciclistas se ariscam passar pela ponte. O desvio para quem segue de São Fidelis para Itaocara está sendo feito pela estrada de Cambuci, com trajeto a mais de 30 quilômetros.
Desde às 22h de quinta-feira, a Cedae interromeu o fornecimento de água potável foi interrompido nos municípios de São Fidélis, Cambuci e Pádua. Carros de som alertavam a população para economizar, porque não existe previsão da liberação do fornecimento. A justificativa aos usuários é de a cor turva da água impede o consumo da água. O volume alto do rio impede o tratamento devido da água que é distribuída à população. Enquanto isso, os municípios de São Fidélis e Campos permanecem em alerta sobre o nível do rio Paraíba do Sul, que vem baixando, em média, 5 cm a cada duas horas, até a manhã desta sexta-feira. Na medição feita às 10h de hoje, o nível estava em 9,80, mas de acordo com a Defesa Civil, o volume que desce da cabeceira do rio e da zona da mata mineira podem fazer com que o volume do Paraíba volte a subir.
Da redação com informações de Sandra Santos
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