Cabral diz que não usa máquina pública para fazer campanha
O atual governador e candidato à reeleição no Estado do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), divulgou nota nesta segunda-feira, dizendo que desconhece a reunião mencionada pelo jornal “O Globo”, onde diz que Cabral e o deputado Jorge Picciani, ambos do PMDB, estão sendo investigados pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio por abuso de poder político e conduta vedada, que acontece quando há desigualdade de oportunidades entre os candidatos.
“O governador repudia veementemente o uso da máquina pública em prol de quaisquer campanhas eleitorais e desconhece o fato que a Procuradoria Regional Eleitoral menciona e que teria ocorrido a centenas de quilômetros de onde ele estava”.
O comunicado diz que o governador esteve em agendas de campanha que não tiveram qualquer relação com o dito evento (esteve em missa com D. Orani Tempesta pelo Dia do Padre e, depois, em entrevista na TV Brasil).
Gravação em reunião deu início as acusações
Segundo o jornal, um participante gravou as declarações do prefeito de Italva, Joelson Gomes Soares, durante uma reunião realizada no dia 4 de agosto. Joelson convocou alguns servidores da saúde e pediu que votasem em Cabral, Picciani e o filho Leonardo Picciani.
Joelson teria justificado o pedido dizendo que os candidatos foram os que mais colaboraram com os interesses de Italva, incentivando o crescimento da cidade. Além dos votos, também pediu que os participantes da reunião fizessem propaganda dos candidatos. Ainda segundo a Procuradoria, Joelson ainda teria feito propaganda negativa de outros candidatos e se referiu a Cabral com favoritismo, alegando que ele era “carinhoso” com a cidade.
As provas que acompanham a ação revelam que os candidatos defendidos pelo prefeito de Italva sabiam sobre os métodos ilícitos de obtenção de votos utilizados por Joelson.
Caso os políticos sejam condenados, poderão sofrer cassação de registro ou diploma, multa e inegibilidade.
Com informações do SRZD
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