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Municípios fluminenses ainda monitoram rios e mar do Norte

31 de julho de 2010 Notícias , ,

Cidades fluminenses preocupadas com o vazamento de minério de ferro da empresa Samarco no Rio São Sebastião, em Espera Feliz (MG), ainda monitoram os danos diretamente no município mineiro para evitar que rios e mar fluminenses sejam atingidos. O Rio São Sebastião desemboca no Itabapoana, que corta e abastece municípios do Norte e Noroeste do Estado do Rio. O vazamento começou há uma semana, provocado por furo no duto da mineradora. Vários peixes do Rio São Sebastião morreram sufocados pelo material, que também tingiu as águas de vermelho. Os rios São João e Caparaó também foram afetados pelo desastre.

O secretário de Meio Ambiente de São Francisco, Roberto Vinagre, e os secretários campistas de Meio Ambiente, Humberto Nobre, e de Defesa Civil, Marco Soares, acompanharam órgãos ambientais na avaliação dos danos. Vinagre declarou que a empresa já desviou o duto do rio. “Informaram que o vazamento foi controlado e que o minério, por ser material pesado, ficou restrito ao local do acidente. Se os resíduos não se dispersarem ao longo do rio podem chegar a Campos nas próximas horas. A água pode ficar turva”.

PRECAUÇÃO

O coordenador da Defesa Civil de São Francisco, Paulo Sérgio Oliveira, informou que está em contato permanente com a Defesa Civil de Bom Jesus, que também faz monitoramento dos impactos do vazamento sobre o rio. “A previsão é que os sedimentos não cheguem ao Estado do Rio de Janeiro e que, se chegarem, o impacto seja mínimo. Vamos alertar a população ribeirinha e a comunidade pesqueira. Por enquanto não há motivo para alarmar a população”, enfatizou Oliveira.

Outra preocupação dos técnicos de Campos, São Francisco e Bom Jesus do Itabapoana, além de outros locais, era o corte no fornecimento de água. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no entanto, analisou amostras de água recolhidas no ponto de captação da Cedae, em São Francisco, e não detectou qualquer anormalidade com relação à qualidade da água, não sendo preciso suspender a captação para o abastecimento. Uma equipe do Inea foi a São Francisco do Itabapoana colaborar com os técnicos do instituto de Campos, que já realiza o monitoramento frequente dos rios da região.

Outro grande dano ambiental quase ocorreu em território fluminense. Desta vez foi o afundamento de barco na Lagoa de Imboassica, em Macaé. A embarcação pertence à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que retirava a planta taboas, que flutua na lagoa.

O pescador e operador do barco, conhecido como Tio Jorge, encontrou a embarcação virada. A coordenação de Fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente afirma que alguns indícios apontam para uma possível sabotagem para o barco. Agentes da secretaria receberam duas ligações anônimas, dizendo que não deveria ter barco nenhum na lagoa, e fazendo ameaças.

Com ifnormações de O Dia Online

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