Ministério Público denuncia 21 suspeitos por compra de votos em Campos
O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia contra 21 pessoas acusadas de envolvimento no esquema de captação de sufrágio na última eleição em Campos, no distrito de Vila Nova, onde foi desencadeada a Operação Cinquentinha, realizada no dia 13 de abril de 2009, que resultou nas prisões temporárias de Thiago Calil, seu pai, José Geraldo Calil e Assis Gomes da Silva. Os três foram presos por indícios de participação no crime de compra de votos.
A denúncia oferecida nesta sexta-feira (29/01) foi pelo promotor público José Luiz Pimentel, responsável pela 100ª Zona Eleitoral. Nesta foram indicados o ex-subsecretário adjunto de Governo da Prefeitura Municipal de Campos, Thiago Machado Calil, José Geraldo Calil, (seu pai), o ex-supervisor de Serviços Municipais da Prefeitura de Campos, Assis Gomes da Silva, a senhora Núbia Cunha. Os citados foram enquadrados por formação de quadrilha. Os demais responderão por venda de votos.
O promotor de Justiça José Luiz Pimentel remeteu cópia do inquérito da Polícia Federal à Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) com o intuito de investigar a possibilidade de outras pessoas envolvidas.
Em abril de 2009, Thiago Calil, José Geraldo Calil e Assis Gomes da Silva, foram investigados por suspeita de compras de votos para a candidata eleita à prefeita, Rosinha Garotinho e a Marcus Alexandre, que foi derrotado no pleito para vereador.
Depois de nove dias na Casa de Custódia, os três depuseram na delegacia da Polícia Federal de Campos na tarde do dia 22, após o encerramento do prazo das prisões temporárias e como não foi pedida nova prorrogação pelo delegado Paulo Cassiano Júnior, eles foram liberados, e deixaram o presídio já no dia 23, 1h da madrugada.
Paulo Cassiano Júnior declarou na ocasião que as investigações continuariam afirmando: “Não há dúvida de que houve compra de votos em Vila Nova”.
Núbia Cunha, uma das indiciadas pelo promotor, foi quem fez a denúncia de compra de votos em Vila Nova, tendo ela participado como quem emprestara cheques a Thiago Calil que os teria usado para compra de materiais de construção. A queixa foi feita na 146ª Delegacia de Guarus, sendo este o ponto de partida para o início das investigações.
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