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Picciani defende melhoria salarial de Delegados de Polícia

27 de novembro de 2009 Notícias

Quem preside o inquérito policial não pode ficar em desvantagem em relação àquele que faz a defesa e a acusação. Com este argumento, o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, deputado Jorge Picciani (PMDB), reuniu-se nesta quinta-feira (26/11) com representantes dos delegados de polícia do estado, que querem equiparação salarial com juízes, defensores, promotores e procuradores do Estado. “Não existe melhor defesa que esta. Foi minha alegação em nome das associações de delegados fluminenses, durante reunião com o governador Sérgio Cabral, que se comprometeu a corrigir essas distorções. Precisamos fortalecer a carreira de delegado de policia, principal carreira judiciária do Poder Executivo. É uma carreira de Estado e ela tem que estar na mesma faixa salarial dos juízes, promotores, defensores e procuradores”, garantiu Picciani. A mensagem do Executivo com a equiparação deve ser encaminhada à Alerj em 2010.

Segundo o presidente da Academia de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Acadepol), Wladimir Reale, existe uma evasão de 35% desses profissionais, que buscam melhores salários e outras ocupações. “O estado perde muito com isso. O delegado fica até um ano na academia, especializando-se, treinando e, depois, parte para fazer concursos para defensor ou procurador. Acredito que agora a categoria possa ter uma estabilidade maior e, consequentemente, que seja capaz de realizar as melhorias dos serviços prestados à população”, declarou. Para o deputado Délio Leal (PMDB), que é delegado aposentado, os parlamentares fluminenses estão sempre prontos a acolher o que for melhor para a Segurança do estado. “Sem dúvida, a Alerj irá aprovar por unanimidade essa justa mensagem do Executivo. Quem ganhará é o povo do Rio, que poderá contar com profissionais dignos e reconhecidos pela importância do seu trabalho”, ressaltou.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Delegados do Rio de Janeiro, Sérgio Caldas, o estado tem 1.020 delegados, entre inativos e os da ativa, que recebem cerca de R$ 8.500. “Será uma estabilidade maior na Segurança Pública. Não queremos perder mais profissionais. Além disso, o impacto será de apenas R$ 850 mil por mês nos cofres públicos, considerado pequeno em relação aos resultados positivos que serão obtidos”, justificou Caldas. Estiveram também presentes ao encontro o vice-presidente da Acadepol, Olívio Carlos, e o deputado Marcus Vinicius (PTB).

Diretoria de Comunicação Social da Alerj

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