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Ex-subsecretário de Rosinha indiciado pela PF por compra de votos

30 de outubro de 2009 Polícia

O ex-subsecretário adjunto de Governo da Prefeitura de Campos, Thiago Machado Calil, seu pai, José Geraldo Calil, e o ex-supervisor de Serviços Municipais, Assis Gomes da Silva serão indiciados pela Polícia Federal (PF) por compra de votos. O crime, ocorrido no distrito de Vila Nova, beneficiou a então candidata à Prefeitura de Campos, Rosinha Garotinho (PMDB), e o candidato à Câmara dos Vereadores, Marcus Alexandre (PT do B). Essa é a conclusão do inquérito da PF, que originou, em abril deste ano, a operação “Cinquentinha”. O inquérito será encaminhado, no início da próxima semana, ao Ministério Público Eleitoral (MPE).

De acordo com o delegado titular da delegacia da PF em Campos, Paulo Cassiano Júnior, a conclusão do inquérito é que “houve compra de votos na localidade… tendo como beneficiários Rosinha Garotinho e Marcus Alexandre para vereador”.

Além dos três indiciados, as pessoas que venderam os votos também estão citadas: “Embora, muitas delas não saibam nem assinar os nomes direito”, pondera. Já os beneficiados — Rosinha e Marcus Alexandre — não serão indiciados por a PF não ter conseguido provas de uma possível participação direta dos dois no esquema.

O delegado explicou que, de posse do inquérito, o Ministério Público Eleitoral poderá pedir novas diligências, oferecer denúncia contra os indiciados ou, ainda, arquivar o inquérito.

Sobre o espaço de tempo entre a operação “Cinquentinha”, ocorrida em 13 de abril, aconteceu em função da quantidade de testemunhas que foram ouvidas — mais de 50 —, a complexidade das investigações e, ainda, a demora do banco Bradesco em enviar os documentos resultantes da quebra de sigilo bancário de Núbia da Cunha Costa, que denunciou o esquema em Vila Nova.

Cassiano explicou que não convocou a prefeita para depor por achar desnecessário: “Com certeza, ela não iria acrescentar nada a mais do que tínhamos conhecimento. De certo, também, iria negar qualquer participação. A oitiva da prefeita seria um fato político que não acrescentaria nada à investigação”, disse.

— Mesmo não tendo conseguido avançar em alguns pontos (como chegar à origem do dinheiro usado na compra de votos), nos que avançamos, comprovamos e isso é muito importante — finaliza.

Folha da Manhã

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