PDT vendo PPS e PSB debandar

O placar folgado de 11 a favor de Arnaldo Vianna (PDT) contra 6 de Rosinha Garotinho (PMDB) na partida que desenhou a nova Câmara pode ser alterado na medida em que a bola rola na prorrogação da transição do próximo governo de Campos. Da arquibancada, Arnaldo assiste ao PPS e ao PSB sinalizarem a mudança de lado, mas prefere não palpitar sobre o jogo. Ontem a Folha tentou, mas não conseguiu comentar o assunto com o deputado federal que, informou sua assessoria, se encontrava em Brasília, afirmando, entretanto, que o PDT mantém indicativo de oposição.
Rosinha conseguiu manifestações públicas do PPS, na figura de seu presidente, Sérgio Mendes, que apontam o caminho do entendimento e da ausência de intervenção da sigla na forma como seus vereadores, Dona Penha e Rogério Matoso, vão se relacionar com o próximo governo. “São eles que, nos próximos quatro anos, vão trabalhar no Legislativo”, disse Sérgio, referindo-se, principalmente, à eleição da mesa diretora, que deve ser assumida por consenso por Nelson Nahim (PMDB).
Antes de chegar a esse ponto, o PSB presidido por Mocaiber em nível local também se manifestou pelo diálogo com a força que enfrentou enquanto adversário nas eleições de outubro. O vice-presidente do partido, deputado Wilson Cabral, citou que “a eleição terminou e agora o mais importante é pensar no melhor para o município de Campos, que não pode continuar em um clima de instabilidade”. O PSB elegeu Abdu Neme, Jorge Rangel e Altamir Bárbara. Segundo Cabral, o PSB foi sondado para compor a mesa-diretora e o governo Rosinha. Ele diz o PSB local vai procurar orientação e aval da executiva regional socialista para responder.
Folha da Manhã
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